História da Associação Comercial do Paraná

A Associação Comercial do Paraná é parceira do comércio há mais de 126 anos. Fundada em 1890 pelo Barão do Serro Azul, a ACP atende com ética e competência as necessidades dos associados por meio da representação institucional e da prestação de serviços. Por ser uma entidade de classe sem fins lucrativos, consegue oferecer aos seu público uma série de benefícios com condições e formatos criados especialmente para atender desde micros até grandes empresas.

A ACP está presente hoje em todas as regiões do estado com representantes, escritórios próprios em Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Paranaguá e parcerias com entidades locais. Atualmente, a entidade conta com mais de 30 mil associados diretos e indiretos.

A ACP compõe parcela expressiva da sociedade e possui alta representatividade política nas esferas municipal, estadual e federal. Isso permite o protagonismo na defesa dos interesses dos associados junto aos órgãos públicos. E este é o grande desafio da ACP: olhar tudo, em todos os sentidos, visualizar oportunidades e avançar em melhorias para as empresas e para as pessoas, de modo que haja harmonia e uma sociedade mais justa e democrática.

GALERIA DOS PRESIDENTES DA ACP (1889-2017)

  • 1889
    A ideia da criação efetiva da Associação Comercial, sentida como indispensável para a defesa da classe comerciária, data de 1887.

    Em 1889, o primeiro governador provisório do Paraná depois da Proclamação da República em 15 de novembro, Sr. Francisco José Cardoso Jr, fixa os objetivos da entidade, fornecendo as primeiras diretrizes.

    A data legal de sua fundação fica entre 1º de julho e 20 de agosto de 1890, muito embora existam estatutos que datam de 6 de agosto, data de aniversário do Barão do Serro Azul, principal figura defensora da definitiva constituição da Associação Comercial do Paraná.

    Ildefonso Pereira Correa, primeiro lider da Instituição, comerciante com atuação política, anteviu as dificuldades tarifárias que a República pudesse estabelecer e das quais o comércio deveria defender-se.

    Criou a 3º Associação Comercial do Brasil, antecedida apenas por Bahia e Rio de Janeiro.

    O mercado, na época, era pequeno e a cidade de Curitiba, apesar da pouco população, centralizava o comércio com as vilas e as cidades vizinhas.

    Se não tivesse havido a Proclamação da República, certamente o comércio continuara sua expansão sem sentir necessidade de unurse, sobretudo porque da Monarquia para a República se passou de um regime fiscal centralizado para outro mais complexo, pois havia impostos municipais, estatuais e federais a pagar e a contratar.

    Fonte: Livro Perfil Histórico da Associação Comercial do Paraná de David Carneiro, editado em 1981.
  • 1890
    Barão do Serro Azul | Gestão - 1890/1893

    Ildefonso Pereira Correia nasceu em Paranaguá em 6 de agosto e 1847.

    Desde cedo observada a vida comercial de São Paulo e Rio de Janeiro, onde complementou seus estudos, por alguns anos.

    Voltando à Paranaguá, em meados da década de 60, jogou-se ao comércio, interagindo com grandes centros desenvolvidos da época, como Uruguai e Argentina.

    Casou-se em 1872 com uma prima D. Maria José Correa (irmã de Leocádio José Correa).

    Em 1874 construiu, em Antonina, um engenho de erva-mate.

    O Barão do Serro Azul era considerado um homem muito a frente de sua época, especialmente por sua antevisão das necessidades coletivas, bem como providências de solução de utilidade geral expandindo benefícios a todos.

    Durante um quarto de século nenhuma questão importante da vida da Província do Paraná er tratada, sem que ele fosse, pelo menos um dos mentores das iniciativas, como homem de negócios e político de prestígio.

    Em sua trajetória política começou como camarista no município de Curitiba chega a Presidente da Câmara.

    Depois, ocupou a posição de 3º vice-presidente da Província e de vice-presidente do governo em exercício (provisoriamente).

    O Barão do Serro Azul foi de extrema importância para três pilares que encheram sua vida: Escolas, Sociedades Recreativas e Associações de Classe.

    Começa, em 1891, a Revolução Federalista numa realidade que provinha da reação anti-republicana e que espontaneamente deveria vir à torna entes que o novo sistema político pudesse se consolidar. Temiam a república.

    Em 1894, com Paranaguá tomada pelos federalistas, Curitiba ficou a mercê dos revolucionários, em virtude da ausência de combate. Uma cidade aberta e sem condições militares de defesa.

    O Presidente da Província, na época, Dr. Vicente Machado, declara resistir em Curitiba, atemorizando o povo com a possibilidade de luta próxima a seus lares.

    Então, o comércio da cidade convenceu o Barão do Serro Azul, juntamente com uma comissão por ele chefiada, a intervir junto ao governo civil do Estado do Paraná no sentido de fazê-lo desistir da intenção de resistir.

    Foi mal sucedido em sua atitude oacífica, argumentando de boa fé, contra o sacrifício inútil de mais vidas.

    Formou uma Junta Governativa empírica visando impedir invasões à cidade, enquanto essa não tivesse um governo formal.

    Não viu outra saída senão evitar os males de um assalto armado dos que viviam cheios de ódio, numa Curitiba abandonada aos seus próprios recursos, sem contingente de defesa alguma.

    Preso, o Barão do Serro Azul desejou ser julgado e justificar-se. Embarcou, juntamente com seus companheiros, para a capital (Rio de Janeiro) no comboio fatal.

    Na noite de 20 de maio de 1894, o Barão e mais cinco companheiros de infortúnio, sem mesmo um processo sumário, tombaram na Serra do Mar fuzilados impiedosamente.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.

  • 1893
    José Ribeiro de Macedo | Gestão - 1893/1895

    Nasceu em 12 de agosto de 1840 na cidade de Porto de Cima. Sua primeira gestão foi de pouca expressividade, face à situação do Paraná no contexto da Revolução Federalista. Mesmo assim se dedicou à solução de vários problemas do estado. Chefe local do partido conservador, presidente da Câmara Municipal, do Clube Literário Portocimense e da Sociedade de imigração.Considerado um dos maiores exportadores de mate do seu tempo, em 1872 recebeu a comenda da Orderm da Rosa.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1896
    Zacarias de Paula Xavier | Gestão - 1895/1897

    Nasceu em 2 de janeiro de 1854, em Campo Largo. Comerciante da erva-mate, ficou conhecido pelo comércio e a industrialização de artefatos de cerâmica, tendo fundado, em Colombo, a Fabrica de Louças São Zacarias, a primeira fábrica de louças de pó de pedra instalada no Paraná e que chegou a monopolizar o mercado da época. Foi eleito em 1895, para administrar a partir de 1896. Xavier destacou-se por enfrentar inúmeros desafios à frente do empresariado paranaense, postando-se contra a "guerra" fiscal e sendo pioneiro na substituição de produtos importados por similares paranaenses.

    Em 1897, Zacarias de Paula Xavier foi reeleito para a presidência da Associação Comercial do Paraná. Apesar da crise do começo do século XX e dos obstáculos à maior expansão da cultura do mate, o número de associados à entidade cresceu, talvez exatamente em consequência dessas dificuldades: de 52 sócios que ingressaram na ACP em 1890, o número atingiu, ao final de 1897, 151 sócios, entre efetivos, correspondentes, honorários e um benemérito.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1898
    David A. Silva Carneiro | Gestão - 1897/1899

    Nasceu em 1º de janeiro de 1854, em Iguape mas foi criado em Antonina, onde se dedicou à Mesa de Rendas. Lá conheceu o Barão do Serro Azul que o incorporou à sua empresa Ildefonso Pereira Correa e Cia, mas tarde tornando-o sócio. Após a morte do Barão, Carneiro demonstrou competência para reorganizar, junto à Baronesa, os negócios do Barão.

    Homem de grande austeridade e firmeza foi comerciante vitorioso no campo da erva-mate. Foi considerado um pioneiro da justiça social no Brasil, criador de um regulamento para os funcionários de sua empresa, com direitos e deveres. E igualmente ficou conhecido por sua incansável luta contra a intervenção estatal na economia, defendendo que os preços fossem regulados pelo mercado, no então efeito produção-demanda, atualmente denominado oferta-procura.

    Faleceu dia 28 de maio de 1918.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1900
    João Ribeiro de Macedo | Gestão - 1899/1901

    Nasceu em 18 de novembro de 1850, às margens do Rio Nhundiaquara. Migrando ainda jovem para a região de Campo Largo, fez fortuna no comércio de erva-mate e na exploração de água mineral - cabendo-lhe a honra de haver descoberto a famosa fonte Ouro-Fino.

    Ao transferir-se para Curitiba, montou um engenho em Teixeira Soares onde se transformou num dos principais fundadores.

    Eleito para a presidência da Associação Comercial do Paraná em 1900, fundou o jornal "Commercio do Paraná" que se notabilizou pela defesa dos interesses diretos da classe empresarial, sempre respeitando e propagando a filosofia e diretrizes básicas da instituição.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1901
    Zacarias de Paula Xavier | 2º Gestão - 1901/1909

    Nessa segunda gestão, dedicou-se a preparar socialmente a viabilização do segundo maior objetivo da Associação Comercial do Paraná: seu edifício próprio.

    Durante sua segunda gestão, um pequeno grupo reagiu elegendo Vitorino Correia para a presidência mas face ao desinteresse dessa diretoria, ninguém tomou posse.

    Com o progresso do Paraná, cresceu também a necessidade de defesa contra os pesados tributos que incidiram sobre a população. Desta forma, a Associação Comercial do Paraná, como uma representação bem organizada, entraria na luta pela reforma do sistema tributário.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1909
    Phamphilo de Assumpção | Gestão - 1909/1913

    Em "memorável" evento, no dia 3 de julho de 1909, os comerciantes elegeram o advogado Phamphilo de Assumpção para presidir a entidade, em companhia de Herculano Carlos Franco de Souza, vice-presidente. Sua capacidade intelectual o autorizava, e à diretoria, a encarar desafios que foram sendo deixados ao largo pela entidade nos anos anteriores.

    A primeira reunião dessa diretoria, a 6 de julho, traçou os principais objetivos da organização: aquisição de um prédio ou a sua construção para sediar a entidade, a solução da questão da Patente Comercial, a publicação de um boletim mensal de interesse dos comerciantes, o estabelecimento de um escritório que oferecesse os serviços que a classe viesse a precisar, a constituição de um tribunal arbitral para resolver as questões apresentadas pelo associados e a criação de uma escola de comércio e indústria. Eram, portanto, objetivos preconizadores de muito do que a ACP realizaria em toda a sua vida.

    No mesmo mês, circulou a edição inaugural do Boletim Informativo Mensal da Associação Comercial do Paraná, feito na Impressora Paranaense, gráfica fundada pelo Barão do Serro Azul. O boletim, que teve sucessores ao longo da vida da ACP até a atual Revista do Comércio, editada a partir de abril de 1997, mostrou a que viera: informar que a ACP realmente se dispunha a ser porta-voz do comércio paranaense. Ao contrário do tom conciliatório e conformista da reunião de 15 de abril, o seu primeiro número trouxe à tona a discussão com o governo sobre a extravagância do imposto chamado de Patente Comercial, tributo que sufocava comerciantes e industriais, taxando os produtos tantas vezes quantas fossem colocados à venda. O segundo número do boletim trouxe boas novas: a teimosa remessa de ofícios da entidade para o governo surtira efeito, com solução defendida pelos comerciantes para a Patente Comercial. Em dezembro daquele ano, o Boletim ganhara tal importância que sua tiragem mensal chegava a dois mil exemplares, com uma boa parcela enviada a outros estados e países.

    Também no mesmo mês, foi lançado o empréstimo social como forma de integralizar capital para a construção do tão sonhado edifício próprio.

    Em 28 de agosto de 1909, a diretoria adquiriu do sócio João Jorge Anad, por 20 contos de réis, o terreno para a construção do prédio da ACP, compra que havia sido autorizada no final de março daquele ano. Finalmente, em 19 de dezembro de 1913, foi inaugurado o primeiro edifício sede da ACP.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.

  • 1913
    José Ribeiro de Macedo | 2º Gestão - 1913/1917

    Em sua segunda gestão concluiu a obra do primeiro edifício próprio da Associação Comercial do Paraná, iniciado por seu antecessor, Pamphilo de Assumpção.

    Em reunião no dia 07 de agosto de 1913, os diretores da ACP resolveram finalizar o boicote aos produtos de Santa Catarina, pois, segundo eles, as questões de limite territorial haviam deixado de existir e o relacionamento comercial voltou a ser de interesse dos dois estados. A Guerra do Contestado, contudo, só terminou em 1916. A maior parte da gestão desta diretoria se deu sob as inevitáveis consequências em todo o Brasil da Primeira Guerra Mundial, que galvanizou as atenções do mundo de 28 de julho de 1914 a 11 de novembro de 1918.

    Em razão das mudanças na entidade desde 1909, da inauguração de sua sede própria , da circulação de seu Boletim Informativo, do funcionamento da Escola de Comércio e Indústria, a Associação Comercial do Paraná foi declarada, pela Lei Estadual nº 1.456, de 11 de abril de 1914, instituição de utilidade pública, em medida do então presidente do Estado, Carlos Cavalcanti de Albuquerque. O prefeito de Curitiba, Cândido Ferreira de Abreu, tomou a mesma medida e, pela Lei nº 417, de 2 de maio daquele ano, também reconheceu a ACP como de utilidade pública do município. Três anos depois, foi a vez de o governo federal seguir os caminhos das administrações estadual e municipal, reconhecendo a entidade por meio da Lei nº 3.367, de 31 de outubro de 1917. No ano seguinte, a ACP provou que todos tinham razão: diante da epidemia de gripe que tantas vítimas fizera no estado, ofereceu o seu prédio "para ser aproveitado como hospital ou de outra forma qualquer com utilidade para o Governo".

    O balancete do último biênio dessa gestão indicou uma renda total de 16 mil e 580 réis. A renda mensal efetiva com o aluguel das dependências do prédio da ACP, segundo o balancete, foi de 790 réis. O andar superior era alugado pela Associação Coritibana dos Empregados no Commercio e pela Sociedade Portuguesa Beneficente. Neste andar, três salas eram ocupadas pelos empregados do comércio e uma servia de arquivo da Associação Comercial do Paraná. O pavimento térreo era ocupado pelo jornal Commercio do Paraná, pela Propagadora do Matte Paranaense e pela firma de João Eugenio & Cia. No andar intermediário, desde maio de 1916, funcionava a Junta Comercial do Paraná.

    Ao final desta gestão, a ACP tinha 542 sócios, divididos em honorários (seis), beneméritos (12), remidos (127) e efetivos (397). Havia correspondentes em 30 municípios, de Foz do Iguaçu a Paranaguá.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1917
    Zacarias de Paula Xavier | 3º Gestão - 1917/1919

    Zacarias de Paula Xavier assumiu novamente a presidência da ACP, para a sua terceira gestão, de 1917/1919, acompanhado de Herculano Alves da Rocha, vice-presidente, Olimpio Alves Lisboa, primeiro-secretário, Hugo Mader, segundo-secretário, Herculano Souza, primeiro-tesoureiro, e Frederico Mainguê, segundo-tesoureiro. Sua gestão conviveu, a partiu de fevereiro de 1916, com o governo Afonso Camargo, que inauguraria a "dinastia" da dobradinha com Caetano Munhoz da Rocha até 1930 na administração estadual. Na ACP, Xavier empenhou-se, assim como David Antônio da Silva Carneiro, em campanhas, junto ao governo federal, para o reflorestamento no litoral com espécies tropicais nativas de alto rendimento.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1919
    João Guilherme Guimarães | Gestão - 1919/1923

    Nasceu em 8 de maio de 1857 em Paranaguá. Em 1881, fundou em Paranaguá, a firma Visconde de Nácar e Filho, futura Guimarães e Cia.

    Coronel comandante superior da Guarda Nacional de Paranaguá 1888),recebeu a Comenda da Rosa.

    Presidente da Câmara Municipal, vereador e prefeito da cidade de Paranaguá. Mais tarde, provedor da Santa Casa de Misericórdia e Presidente do Clube Literário. Ao exercer a presidência da Associação Comercial do Paraná, sugeriu às classes produtoras que entrassem na concorrência política.

    Durante os 4 anos da gestão Guimarães na ACP, foram se consolidando e ficaram muito claras as aspirações para que a entidade efetivamente opinasse e influísse não só em decisões do governo local. Mas que, além disso, suas manifestações pudessem ter repercussão em outros estados da Federação.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1923
    David Antônio da Silva Carneiro Junior | Gestão - 1923/1927

    Nasceu em 25 de julho de 1879 na cidade de Antonina. Segundo filho de David Antônio da Silva Carneiro, presidente da Associação Comercial do Paraná em 1898, era um homem de convicções progressistas e foi o pioneiro na assistência social no Brasil.

    Em 1919 fundou os jornais Gazeta do Povo e O Dia, ambos elementos destacados de oposição e crítica ao governo local.

    Procurou agrupar o comércio e a indústria mobilizados para uma luta política em termos elevados , de bem comum, e de fortalecimento das empresas, denunciando ao Congresso Nacional a oligarquia dominante e opressiva que governava o Estado do Paraná.

    A Associação Comercial do Paraná, era na época, o mais prestigioso órgão em condições de dialogar diretamente com os homens do governo.

    Na ACP, durante sua segunda gestão, coronel Carneiro enfrentou dois problemas que resumem o seu caráter sobretudo político: primeiro, a majoração das tarifas ferroviárias, que chegava a mais de 60%, e depois a proposta de reforma fiscal do então presidente da República, Arthur Bernardes, que imobilizava uma parcela dos capitais em movimento. O presidente da ACP conquistou as forças empresariais para essas duas frentes. Apesar disso, sentiu-se constrangido na capital federal porque divergia da maioria do empresariado, contrário ao imposto sobre a renda proposta pelo governo. Carneiro Júnior o colocara em pauta na ACP, mas discordava dos empresários porque considerava o imposto sobre a renda mais justo que o imposto direto que pudesse prejudicar o patrimônio.

    O coronel Carneiro faleceu, precocemente, aos 48 anos, tendo recuperado o prestígio e o brilho de representatividade na ACP.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1927
    Phamphilo de Assumpção | 2º Gestão - 1927/1931

    Phamphilo de Assumpção, que construiu a primeira sede da ACP, comprometeu-se a edificar outra ou, no mínimo, deixar pronto um projeto para esta edificação. Ao mesmo tempo, o programa político da entidade era essencial para o fortalecimento de sua representatividade, em um tempo em que o país vivia intensas turbulências, produzidas pela primeira grande crise do capitalismo mundial, em 1929, e internamente por acontecimentos que culminaram na Revolução de 30, que pôs fim a Primeira República.

    A entidade a ter mais departamentos, em demonstração da busca da atuação fortalecida nestes dois pólos – político e de serviços, que se consolidou ao longo da sua existência.

    O ano de 1930 tem forte significado para a história paranaense. Até porque a 17 de outubro daquele ano, durante um dia e meio, Ponta Grossa se tornou capital federal. Getúlio Vargas, então governador do Rio Grande do Sul e líder do golpe contra Washington Luís, seguia em direção ao Rio de Janeiro. Ao chegar à cidade paranaense, a revolução, ou o golpe, foi dada como vitoriosa, Vargas tomou posse como presidente da República e instalou seu quartel-general em Ponta Grossa. Em Curitiba, o golpe militar fora deflagrado 12 dias depois do início no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Com a vitória varguista, o tenente-coronel Mário Tourinho assumiu o governo do Paraná como interventor federal.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1931
    Rivadária Fonseca de Macedo | Gestão - 1931/1933

    Em 1931, assumiu a ACP, como sucessor de Assumpção, o engenheiro Rivadária Fonseca de Macedo, Nasceu em Curitiba, em 1892, mudou-se aos 20 anos para o Rio de Janeiro, onde cursou a Escola Politécnica. Foi titular da cadeira de Resistência dos Materiais da então recém-fundada Escola de Engenharia da Universidade do Paraná. Com ele, novos nomes passaram a integrar o corpo diretivo da ACP, dando à entidade um perfil de renovação, embora parcial.

    Rivadária de Macedo empenhou-se, sobretudo, para o reconhecimento da ACP como entidade de classe junto aos poderes públicos sediados no Rio de Janeiro. E esse foi um dos seus principais méritos em sua gestão à frente da entidade. Gestão que ele sempre acumulou a outras funções comunitárias. Por ser casado com Alice Vauthier, parente interventor Manoel Ribas, foi por ele convidado para assumir a Secretaria da Fazenda e Obras Públicas, que naquela época cuidava das finanças e das obras do Estado. Só havia, então duas secretarias estaduais – a outra era a do Interior, administrada por Lacerda Pinto. Quando Rivadária de Macedo assumiu, segundo o historiador David Carneiro, os funcionários do Estado que trabalhavam na capital estavam com os salários de um ano atrasados, assim como aqueles que trabalhavam em cidades do interior completavam 18 meses sem receber. No segundo ano de sua gestão, ele colocou esse débito em dia.

    Por várias oportunidades, Rivadária de Macedo assumiu o posto de Manoel Ribas no Estado nas ausências de interventor. Foi presidente do Banco do Estado do Paraná, que, desde sua gestão, deixou uma situação de imobilidade administrativa. A partir da venda da Fazenda Monte Alegre para a klabin, em 1934, o banco abriu 14 novas agências e comprou o seu prédio histórico nas esquinas das Ruas XV de Novembro e Monsenhor Celso. Rivadária de Macedo também participou da fundação do Rotary Club de Curitiba, e presidiu a Companhia de Investimentos Paraná-Santa Catarina, que distribui debêntures da Companhia Telefônica Nacional.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1933
    Arcésio Guimarães | Gestão - 1933/1937

    O industrial Arcésio Guimarães nasceu dia 9 de fevereiro de 1888, cidade de Paranaguá. Foi diretor do Instituto Paranaense do Mate e um dos fundadores da Federação das Indústrias do Paraná.

    O empresário Arcésio Guimarães, que esteve à frente da ACP de 1933 a 1937, foi presidente do Internacional, uma dissidência do Coritiba em anos anteriores, responsável pela fusão deste clube com o América, da qual resultou o Clube Atlético Paranaense, em 21 de março de 1924. Uma de suas vitórias no campo esportivo foi ter conseguido implantar e disseminar na sociedade curitibana a nova mentalidade “atleticanista”.

    Para a sua primeira gestão, Arcésio Guimarães foi eleito, superando o seu concorrente, o neto de David Antônio Carneiro,misto de empresário, intelectual e escritor.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1937
    João Viana Seiler | Gestão - 1937/1939

    João Viana Seiler, havia criado em 12 de outubro de 1909, o Coritiba Foot Ball Club, que ele presidiu em várias oportunidades.

    Um bom pedaço da história do espírito liberal da Associação Comercial do Paraná deve ser creditado ao portocimense João Vianna Seiler, apesar de ele ter permanecido apenas dois anos na presidência da entidade, de 1937 a 1939, deixado o cargo sem declinar abertamente os motivos, em decisão também assumida pelo segundo-secretário, Achilles Muggiati.

    Seiler defendia, com todas suas forças, a não intervenção militar na economia e na política, mesmo o país vivendo sob a batuta da ditadura Vargas. Em 1937, o chamado “Estado Novo” institucionalizou, de vez, o regime ditatorial.

    Por determinação de Seiler, a ACP passou a publicar a primeira página da “Tribuna do Comércio” no jornal “Correio do Paraná”. A “Tribuna” era um boletim diário, sob responsabilidade da ACP, com o intuito de manter informadas as classes comerciária, industrial e da lavoura.

    A história de Seiler divide-se entre o empreendedorismo e o esporte. Em 7 de agosto de 1916, Santos Dumont, em visita ao Paraná, foi saudado na Rua XV de Novembro por inúmeros desportistas. Em agradecimento,fez questão de abraçar Seiler.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1939
    Rivadária Fonseca de Macedo | 2º Gestão - 1939/1946

    Em 1941, com a reeleição de Rivadária Fonseca de Macedo, foi criado o Departamento Jurídico e Fiscal da ACP, sob a responsabilidade de Rubens Requião, com o intuito de “difundir conhecimentos técnicos, jurídicos e fiscais aos associados”.

    Com a entrada oficial do Brasil na Segunda Guerra, em agosto de 1942, a Associação Comercial do Paraná se colocou à disposição das autoridades públicas, com sua sede servindo muitas vezes de local para importantes reuniões. Neste período, foi inclusive sede da Legião Brasileira de Assistência. O país vivia um período de carências, com a maioria de sua população na pobreza, enfrentando uma infinidade de problemas internos, entre os quais o analfabetismo crônico e a falta de saneamento básico.

    Em reunião de diretoria no dia 30 de agosto de 1943, foi autorizada a confecção da bandeira da Associação Comercial do Paraná.

    Em 25 de outubro do mesmo ano, a diretoria da ACP assumiu a responsabilidade pela publicação do Boletim Quinzenal da entidade, já que não fora possível a renovação do contrato com o “Correio do Paraná” para a publicação das páginas da “Tribuna do Comércio”. A diretoria tomou para si a responsabilidade pela produção do informativo, com início marcado para janeiro de 1944.

    No dia 22 de maio de 1944, na homenagem ao cinquentenário da morte do Barão do Serro Azul, o secretário-geral da entidade, Hasdrubal Bellgard, propôs que fosse instituído um prêmio ao aluno da Escola de Comercio que apresentasse a melhor biografia de Ildefonso Pereira Correia.

    Em 4 de setembro de 1944, houve uma fato marcante para a vida e a representatividade institucional da ACP: Rivadária de Macedo anunciou, em reunião de diretoria, que já estava funcionando em Curitiba a Câmara de Compensação de Cheques, que havia sido proposta pela entidade em conjunto com o Banco do Brasil.

    O relatório final, em 1945 da gestão de Rivadária Fonseca de Macedo trouxe um número significativo: o quadro de sócios da entidade que em 1943 era de 300 componentes, crescera para 617 em dois anos, por conta, além de sua atuação institucional, de uma intensa campanha que isentava os novos sócios do pagamento de jóia para ingresso na ACP.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1946
    Francisco Fido Fontana | Gestão - 1946

    Francisco Fido Fontana, pioneiro em vários setores e atividades em Curitiba, inclusive na industrialização, sendo considerado o “inventor” do mate queimado, assumiu a presidência da ACP em julho de 1946 e a deixou precocemente, em outubro daquele ano, com o seu falecimento, também precoce, aos 53 anos de idade.

    Curitibano, nasceu em 29 de julho de 1883. Desde cedo dedicou-se à industria ervateira e, com a morte de seu sogro, o Barão do Serro Azul, coube à sua esposa a Fábrica Tibagi e, de sua própria família, o engenho existente na vizinhança. Foi Cônsul honorário da Bélgica, fundador do Touring Clube do Paraná, presidente do Graciosa Country Club e do Sindicato do Mate.

    Na diretoria da ACP, enfrentou o espinhoso período pós-guerra, com a incumbência, diante de todos os desafios da política e economia paranaense, de direcionar a entidade empresarial.

    No dia 9 de setembro de 1946, em reunião dos diretores da ACP, foi apresentado o novo emblema da associação: uma engrenagem circundada por dois ramos de café e de erva-mate, tendo ao centro um pinhão e neste, em sua parte inferior, um pinheiro, e na parte superior, o caduceu, o emblema de Mercúrio, um bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com as asas.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1946
    Epaminondas Santos | Gestão - 1946/1958

    Nasceu dia 9 de julho de 1889. Em 1908 fundou a empresa Epaminondas Santos. Mas tarde fundou a Cerâmica Campo Largo e o Haras Palmital, destinado à reprodução de cavalos de puro sangue.

    Foi presidente do Coritiba Foot Ball Clube, tesoureiro do Clube Curitibano, membro do Conselho do Estado do Paraná e Presidente da Junta Comercial do Paraná.

    Sua gestão na ACP durou 12 anos quando foi edificada sua nova sede, substituindo a que o D. Phamphilo de Assumpção construiu em 1909 e cuja estrutura já não atendia às necessidades dos comerciantes congregados do estado de sua capital.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1959
    Ivo Abreu de Leão | Gestão - 1959

    Nasceu dia 21 de maio de 1898 e começou suas atividades de industrial na empresa Leão Jr e Cia onde, na sequência, assumiu sua presidência.

    Sua gestão na ACP foi marcada pela tentativa de interação entre os setores produtivos do Paraná.

    No dia 18 de setembro de 1959, o movimento associativista do Paraná receberia um alento de destaque, com a fundação da União das Associações Comerciais do Paraná, a UNACEP, com o intuito de “unificar o pensamento das classes produtoras em um órgão de âmbito estadual”.

    A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (FACIAP) nasceu nas salas da Associação Comercial do Paraná, naquele mesmo 1959, já sob presidência interina de Adolpho Machado. O seu primeiro presidente, naquele ano, por normas estatutárias, foi Ivo leão. Segundo o Estatuto da FACIAP, o presidente da ACP acumulava também o cargo nesta federação.

    Em agosto de 1958, representantes das maiores firmas que operavam a crédito no Estado reuniram-se na Associação Comercial do Paraná para criar o Serviço Central de Proteção ao Crédito – SPC.

    Depois de muitos debates, três anos depois do lançamento em Porto Alegre e São Paulo, a 18 de agosto de 1958 foi inaugurado o SPC da ACP. A ideia era formalizar e centralizar um movimento que já existia no comércio, com o qual os empresários se consultavam informalmente sobre a conduta dos consumidores.

    Os cadastros dos consumidores eram feitos em um papeleta. Após o preenchimento , ela era carimbada pelo usuário e arquivada, em ordem alfabética, em fichários. Por ser muito fácil de perder a ficha, era mantida um cópia protocolada numa sala fechada. O atendimento ao associado era pessoal: ele vinha até a ACP para realizar a consulta sobre a ficha do cliente.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1959
    Adolpho Machado | Gestão - 1959/1962

    Nasceu no ano de 1901, na cidade de Santos sendo o segundo paulista a presidir a Associação Comercial do Paraná.

    Assumiu a presidência da ACP, a princípio interinamente até ser eleito na gestão seguinte. Em sua gestão que a prestação de serviços da casa foi criada, tais como seguro em grupo, desconto sobre custos de viagens aéreas, aumento de tiragem da Folha do Comércio.

    No dia 8 de abril de 1961, foi inaugurado o Museu de Arte do Paraná. Também reafirmando uma postura verificada desde seus primórdios, a ACP foi uma das doadoras de recursos para essa instituição.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro.
  • 1962
    Oscar Schrapp Sobrinho | Gestão - 1962/1966

    Nasceu em Joinville, Santa Catarina, em 7 de junho de 1907. Iniciou-se profissionalmente como assessor de seu pai na Impressora Paranaense, passando à presidência da sociedade anônima em que esta se transformava em 1940.

    De líder das empresas gráficas do Paraná transformou-se em líder do comércio, através da Associação Comercial do Paraná, onde representou uma nova fase: industrialização.

    Sua atuação distinguiu-se a ponto de ter sido escolhido para presidente da Federação das Associações Comerciais do Paraná e presidente da Confederação de âmbito brasileiro.

    Em 1963, a Associação Comercial do Paraná, a Prefeitura de Curitiba, então administrada por Ivo Arzua, e o governo do Estado, que tinha à frente Ney Braga, desenvolveram uma campanha para "embelezar" o Natal da cidade. O setor municipal ficou responsável por ornamentar ruas, praças, árvores e solicitar das repartições federais e estaduais que embelezassem a fachada de seus edifícios. À ACP coube criar uma campanha para incentivar casas de comércio e residências a enfeitarem suas vitrines e jardins. Para estimular a adesão, foram estabelecidos prêmios para as melhores decorações.

    O movimento "Marcha da família com Deus pela Liberdade", realizado em São Paulo, a 19 de março de 1964, e que desencadeou a queda do então presidente Goulart, foi rebatizado em Curitiba de "Marcha a favor do ensino livre", pela Associação Comercial do Paraná e pela União Cívica Feminina Paranaense (UCF).

    Poucas foram as vezes que os diretores da ACP manifestaram, em pouco mais de um século e duas décadas da entidade, tanta veemência no sentido antigovernista.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1966
    Noel Lobo Guimarães | Gestão - 1966/1972

    Curitibano nascido em 24 de dezembro de 1916. Dedicado ao comércio desde 1935, atuou concomitantemente em várias empresas presidindo as mesmas com grande talento comercial, tais como: Âncora Comercial S.A, Nácar Ltda, Araucária Administradora de Consórcios Ltda.

    Foi cidadão honorário de várias cidades do interior do estado e Secretário do Interior do Paraná, a convite do então governador, Jaime Canet Júnior.

    Logo no início da administração Guimarães, na semana de 17 a 23 de outubro de 1966, a "Folha do Comércio" trouxe como uma de suas manchetes a criação do Conselho do Comércio Exterior (Concex) da ACP, que fora constituído no dia 7 do mesmo mês e previsto anteriormente pelo artigo 47 dos Estatutos da entidade.

    No começo de sua gestão na ACP, Noel Lobo Guimarães presidia igualmente a Federação das Associações Comerciais do Paraná.

    No relatório da sua primeira gestão na ACP, Guimarães explicou que "foi levado a desenvolver uma luta difícil junto às autoridades financeiras a fim de obter um afrouxamento na drástica política de contenção do crédito, a qual estava a estrangular as atividades das empresas".

    A ACP e os governos municipal e estadual, além de a Associação Paranaense de Propaganda, criaram um concurso de vitrines, com o tema "Brasil-Paraná", para homenagear o presidente d República Arthur da Costa e Silva, o segundo presidente do regime militar, que instalou, de 24 a 27 de março de 1967, o Governo Federal na capital paranaense. A diretoria da ACP foi até ao Aeroporto Afonso Pena no dia 24 para recepcionar Costa e Silva, integrando-se à comitiva que, assistiria a instalação solene do Governo Federal.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1972
    João Chaulbad Biscaia | Gestão - 1972/1976

    Companheiro de diretoria de seu antecessor, nasceu em Curitiba em 27 de agosto de 1910. De família tradicional João Biscaia mostrou a que veio.

    Conseguiu perfeita união dos empresários e alcançou, por unanimidade a presidência da Associação Comercial do Paraná.

    Biscaia acumulava experiência em entidades representativas por haver liderado o Sindicato da Indústria de Trigo, especialmente durante o período da Segunda Guerra Mundial, garantindo suprimentos aos moinhos paranaenses quando este alimento foi racionado. Sua atuação no Departamento de Alimentos da ACP, por uma década, foi um fator determinante para sua indicação para a presidência da entidade, assim como para o mesmo cargo na Faciap.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1976
    Carlos Alberto Pereira de oliveira | Gestão - 1976/1990

    Nascido em Curitiba a 28 de fevereiro de 1915, migrou ainda jovem para a cidade de Petrópolis, onde completou o secundário. Mais tarde, já mo seu estado natal, ingressou na Faculdade de Medicina do Paraná onde se formou-se em 1938.

    Médico oftalmologista trabalhou em diversos hospitais, atingindo o ápice de sua carreira ao dirigir, durante a Segunda Guerra Mundial, o setor de otorrinolaringologia do Hospital Militar de Curitiba.

    No campo comercial, foi presidente da Âncora Comercial S.A., diretor da Guaíra Motores e da Cia. de Aniagem de Curitiba.

    Mostrou grande amplitude de visão durante os 14 anos que esteve à frente da Associação Comercial do Paraná.

    Informatizou o Serviço de Proteção ao Crédito. Criou conselhos reunindo jovens, mulheres executivas e empresárias do segmento de informática, entre outros, para trabalhar em apoio à diretoria da ACP.

    Começou em 1978, com sua primeira reeleição, a fieira de anos em que Carlos Alberto Pereira de Oliveira se manteria na presidência da ACP, consolidando, ao mesmo tempo, a entidade e a sua liderança, notável pela atuação em projetos importantes no Estado e nem sempre ligados diretamente ao empresariado. Entre outros exemplos acumulados ao longo dos anos, então o combate à erosão no Noroeste do Estado, a construção de habitações populares e sua ferrenha defesa das exportações.

    Na posse para o terceiro mandato de Carlos Alberto Pereira de Oliveira, em 1980, estiveram presentes 25 presidentes das associações estaduais componentes da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, além do seu presidente nacional, Ruy Barreto, do governador do Paraná, Ney Braga, secretários de Estado, e um grande número de empresários. Entre outros motivos, havia um especial: a ACP completava 90 anos de existência.

    Ainda durante as comemorações dos 90 anos da ACP e posse da diretoria então eleita, Barreto salientou que "neste aniversário está refletida toda uma história da livre-empresa paranaense. Hoje, o Paraná, com justiça saudado como o celeiro do Brasil, ostenta sistema empresarial que se destaca pela sua variedade e vitalidade e, de tal modo, que ele é, sob muitos aspectos, modelar".

    Em 1982, Oliveira foi novamente reeleito, implantando mais uma novidade na entidade - o aumento do número de vice-presidentes. Desta vez, foi necessária uma mudança na última versão do Estatuto, de 1966, por meio de uma Assembleia Geral Extraordinária, aprovando a alteração de 12 para 18 vice-presidentes. A alegação era a necessidade do acompanhamento da entidade ao desenvolvimento geral de Curitiba e principalmente ao crescimento de sua população.

    Em 1984, a Associação Comercial do Paraná sediou, de 6 a 8 de abril, a XXXIV Reunião Plenária da Federação das Associações Comerciais do Paraná, assim como a reunião da Confederação das Associações Comerciais do Brasil. Ao encontro nacional compareceram 24 dos 25 representantes de federações e no estadual, 32 associações comerciais do interior do Estado. Foi uma demonstração de força do setor e da representatividade da ACP.

    Em 1988, houve mais uma reeleição de Carlos Alberto Pereira de Oliveira, que já completava doze anos ininterruptos à frente da ACP.

    A 18 de abril de 1989, foi realizada uma Assembleia Geral Extraordinária para adequar os Estatutos da ACP para que a entidade fosse apta a representar, quanto expressamente autorizada, seus filiados, em juízo ou foro dele, especialmente nos casos previstos pela Constituição Federativa do Brasil.

    Oliveira completou, em 1990, 14 anos ininterruptos na presidência da ACP.

    Faleceu dia 19 de outubro de 2005 aos 91 anos.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1990
    Werner Egon Schrapper | Gestão - 1990/1992

    A diretoria presidida por Schrappe tomou posse em um ano emblemático, comemorativo ao centenário da ACP. Levando em consideração o bloqueio dos recursos em cadernetas de poupança, a 16 de março de 1990, determinado pelo então presidente da República, Fernando Collor de Mello, e também a situação instável em que se encontrava o país, a diretoria da entidade resolveu não promover grandes festividades. Foi feita apenas uma homenagem à data com uma edição histórica da "Folha do Comércio" e impressos dísticos alusivos ao aniversário da associação nas contas de água, energia elétrica e telefone.

    Era uma forma nova de encarar o cotidiano da entidade, segundo Schrappe. "O mais importante naquele período foi nos aproximarmos dos associados. Eu os chamava para tomar café da manhã, em grupos de 20 ou 30 empresários. Muitas vezes, eu ligava pessoalmente a eles. Foi a redemocratização da ACP, às custas do apoio do grupo que participou de nossa gestão, pois a entidade ficou por muito tempo afastado de seu público.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1992
    Maria Christina de Andrade Vieira | Gestão - 1992/1994

    Graduada em Filosofia pela PUCPR com especialização em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná - UFPR e Marketing Avançado pelo ESPM, e História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes/PR.

    Ao ser eleita presidente da ACP em 1992, por unanimidade e quase naturalmente, definiu o que representava a participação feminina em uma entidade quase secular. " Demoramos 9*6 anos para chegar à diretoria e em apenas quatro anos chegamos à presidência". Maria Christina tinha um poder de mobilização incomum, além de inúmeros outros atributos e predicados que variavam de inteligente, culta, batalhadora, corajosa, trabalhadora, incansável a otimista, em currículo pessoal e profissional que sempre dispensou comentários dentro e fora das fronteiras paranaenses. À posse de Maria Christina, primeira mulher a presidir uma associação comercial no Brasil, compareceram 1,8 mil pessoas, em agosto de 1992, no Clube Curitibano.

    Dois meses antes de falecer, no início de junho de 2011, vítima de um câncer, contra qual lutou vários anos sem abandonar sua atividades profissionais e culturais, Maria Christina concedeu entrevista, falando sobre o fato de ser, nos anos 90, pioneira em várias áreas. "Fui a primeira mulher em muitas coisas: no Conselho da Federação das Associações Comerciais, a atual FACIAP; a primeira fora de São Paulo a integrar o conselho do Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort/SP); a primeira a integrar o Conselho da Luspe; a primeira e única mulher que passou pelo Conselho do Centro Cultural Maria Antonia, a área cultural da Universidade de São Paulo, e mesmo sem ser docente ou aluna, fiquei lá por oito anos em duas gestões. Fui a primeira mulher a representar o Instituto Liberal, quando o Conselho Paranaense da Livre Iniciativa agregava as grandes federações do Paraná. Ou seja, em 99% das reuniões que ia, era a única. Foi o início, uma linha divisória da mulher participando em cargos de liderança".

    À frente da ACP, ela também foi autora de iniciativas inéditas, entre as quais a disseminação em nível nacional das ações da entidade; a criação e organização do Conselho Político; a representação nos bairros, com eleições nas regionais; a criação de um setor de eventos internos; a instalação de um setor comercial; a evolução de um quadro de 1,5 mil sócios para 4,2 mil sócios e o lançamento do serviço do SOS Cheque, entre outros.

    A imagem do fundador da ACP e seus preceitos foram cultuados, segundo Maria Christina, embora houvesse uma clara mudança de atitudes e procedimentos diante da comunidade. Em maio de 1994, para comemorar o centenário da morte do Barão do Serro Azul, a ACP organizou palestras com os pesquisadores e escritores Túlio Vargas e Odah Regina Guimarães Costa, além de uma exposição de fotos e da inauguração do busto de Ildefonso Pereira Correia, que até hoje guarda o frontal do prédio da entidade.

    Maria Christina morreu em 2 de junho de 2011, três semanas depois de haver completado 60 anos, licenciada de seu cargo de presidente da Fundação Cultural de Curitiba.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1994
    Eduardo Guy de Manuel | Gestão - 1994/1996

    Empreendedor, consultor e executivo de renome internacional, fundou a SIGMA Dataserv Informática S/A. em 1976, onde exerce o cargo de presidente desde a sua fundação.

    Ele foi o responsável pelo SID, um projeto para a fabricação de minicomputadores no Brasil, que envolveu os grupos Sharp e Inepar, além da Sigma Dataserv. O projeto implicava na seleção do parceiro tecnológico, a montagem da fábrica, sua organização, treinamento da equipe de funcionários, estratégias de vendas e desenvolvimento de produtos.

    Administrou a ACP de 1994 a 1996. Não era de se estranhar que ele administrasse com conhecimento e eficiência a demanda de informações dos associados da ACP. Em 1994, foi lançada a internet no Paraná.

    Os primeiros atendimentos ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) feitos diretamente do computador de associados causaram "frisson" no mercado, pois o tempo de resposta à consulta caiu muito, com vantagem competitiva aos que tinham o serviço on-line. "Mas, o computador ainda era caro e inacessível a muitos associados e não existiam conexões pela internet. A alternativa era ter uma linha de comunicação de dados ou usar linha discada. Surgiu a ideia de adaptar um modelo de telefone com teclas - uma novidade - para consultas. Com o acesso, ao associados perderiam menos tempo na burocracia do crédito. A novidade foi alardeada como argumento de vendas", lembra Guy de Manuel.

    Em maio de 1995, a diretoria da ACP aprovou a constituição da Câmara de Arbitragem (Arbitac), lançada, com a presença do então vice-presidente da República, Marco Maciel, considerado o "pai" da legislação que criou a conciliação e a arbitragem no Brasil.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1996
    Ardisson Akel | Gestão - 1996/1998

    Bacharel em direito, administrador de empresas e empresário do rama de vestuário, exerceu também atividades no setor industrial e no comércio varejista de confecções.

    Presidente do Sindicato do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Curitiba e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná - FACIAP.

    Foi presidente da ACP em 1996 a 1998. Sua chapa foi homologada por aclamação e, ao assumir, Ardisson disse que um dos seus compromissos era conseguir que a ACP tivesse o selo de Certificação ISO 9002 de qualidade.

    Durante o biênio 1996/98, o país atravessou um período de sobressaltos econômicos, ainda em consequência do período de acomodação do Plano Real, implantado em 1994, durante o governo de Itamar Franco e com prosseguimento na administração Fernando Henrique Cardoso.

    Em março de 1997, a Revista do Comércio, desativada em 1958, ressurgiu para substituiu a Folha do Comércio, que foi o órgão de divulgação da entidade durante várias décadas. A revista abria suas páginas para o debate de assuntos que interessavam não só diretamente ao setor empresarial, mas também à comunidade. Ela foi lançada durante um almoço, no dia 24 de abril daquele ano. Durante a gestão Akel, foi ainda levado ao ar o programa radiofônico "Momento Comercial".

    Outro fato ímpar desta administração foi a conquista da Certificação ISO 9002, em junho de 1998, quando a ACP se transformou na primeira associação comercial do país a obter o certificado de qualidade nacional e internacional de qualidade.

    Ardisson Akel voltou à presidencia da FACIAP em 2006 e a deixou em 2010, permanecendo, depois, como presidente do Conselho Superior da entidade. A convite do governador Beto Richa, assumiu em 2011, a presidência da Junta Comercial do Paraná.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 1998
    Jonel Chede | Gestão - 1998/2000

    Nasceu na cidade de Palmeira/PR em 20 de julho de 1936. Formado em Engenharia Química pela Universidade Federal do Paraná.

    O empresário do setor hoteleiro Jonel Chede, presidiu a Associação Comercial do Paraná de 1998 a 2000.

    Há mais de 25 anos, a participação de Chede na ACP não se prende á sala da presidência ou aos seus arredores. Ele foi e é presença constante nos eventos da entidade.

    Apesar de desafios como o "Bug do Milênio", em 2000, que apavorava a informática e seus avanços, Chede garante que a ênfase na melhoria de serviços aos associados foi também marcante durante sua gestão. "Estabelecemos uma relação muito forte com a Associação Comercial de São Paulo, através de seu presidente, Alencar Burti.

    No dia 29 de fevereiro de 2000, último ano da gestão Chede, foi criado o Conselho da Ação Social Empresarial do Paraná (Casem), para disseminar e estimular a prática da responsabilidade social empresarial com ética, assim como inovar na criação de métodos empresariais para contribuir de forma direta para o bem estar social e a prosperidade.

    Em 2010, Chede assumiu a presidência do Movimento Pró-Paraná, entidade que trabalha em consonância com os mesmos objetivos da ACP.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 2000
    Marcos Domakoski | Gestão - 2000/2004

    Marcos Domakoski, que sucedeu a Jonel Chede na presidência da ACP, ficando à frente de sua administração durante quatro anos (2000/2004).

    Logo ao assumir a presidência da ACP, fez um planejamento estratégico, baseado nas demandas indicadas por seu associados, sempre com duas grandes vertentes: como prestadora de serviços e como representante do terceiro setor na consolidação da democracia. Em vez de dois, Domakoski acabou presidindo a entidade por quatro anos. Durante seus 1.462 dias á frente da ACP, ele manteve contatos frequentes com chefes de Estado, diplomatas, parlamentares, ministros, autoridades de todos os escalões do Brasil e de outros países, com a entidade tendo sua musculatura institucional e funcional robustecida, com a cunha política e econômica abrindo espaço regional, nacional e internacional.

    Uma ação importante logo no início de sua gestão, foi o estabelecimento do acordo com planos de saúde, uma forma de prestação de serviços aos associados, que também representa um adicional de receita para a ACP.

    Em fevereiro de 2002, Domakoski foi convidado para integrar a comitiva do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso em viagem à Polônia. O presidente da ACP recebeu condecoração do governo daquele país por serviços prestados nas relações entre Brasil e a Polônia. Voltou a conversar com Cardoso, em julho de 2004, durante palestra do ex-presidente da República em Curitiba, sobre "Ética e Política".

    Reflexões sobre temas econômicos, políticos e de sustentabilidade social compuseram o painel de discursos do presidente e de outros diretores da ACP de 2000 a 2004, em fóruns ecléticos, como convenções, universidades, escolas, reuniões de clubes de serviços, como Rotary, ou em câmaras de comércio, como a Americana ou França/Brasil, e em entidades pautadas pela responsabilidade social, como o Instituto Ethos, em inúmeras plenárias.

    Em junho de 2004, pouco antes de entregar a presidência da ACP, Domakoski esteve com o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, durante a realização da conferência "Global Compact Leaders Summit", em Nova York. Domakoski entregou a Annan o projeto "Mais Curitiba".

    Este projeto foi consolidado pela ACP depois de meses de estudos e propostas de dezenas de representantes de segmentos da sociedade.

    A participação política de Domakoski à frente da ACP foi intensa, em uma agenda que privilegiou o crescimento da representatividade conseguido pela entidade ao longo dos anos, nas esferas estadual, nacional e internacional. Domakoski colecionou um considerável número de encontros, audiências e debates com representantes políticos em todas as esferas.

    No último ano de seu mandato, 2004, Domakoski outorgou a Comenda Barão do Serro Azul, "para reconhecer o desempenho pessoal e profissional do empreendedor", ao então presidente do HSBC no Brasil, Emilson Alonso, que havia propiciado a concretização de projetos de incentivo ao desenvolvimento da cidade, entre eles o Centro Vivo.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 2004
    Cláudio Gomes Slaviero | Gestão - 2004/2006

    Nasceu na cidade de Irati-PR em 1º de novembro de 1955. Empresário e administrador de empresas. Membro do Conselho de Administração do grupo Slaviero e da Sirama PArticipações Ltda., além de atuar no setor de agropecuária, ele acumulava participações na diretoria da Fiep e em conselhos do Sindicato Nacional das Indústrias de Cimento. Foi ainda diretor, por duas vezes, da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, além de conselheiro do BRDE, UFPR, SESI, Emater e Lactec.

    A partir das primeiras reuniões que presidiu, muitas vezes vestido com camisa esportiva e com tatuagens à mostra em seu braço, o que chocava componentes de sua própria diretoria, até o final de seu mandato, de 2004 a 2006, Slaviero notabilizou-se por seu perfil diferenciado ao modelo normalmente associado a quem exerceu este tipo de cargo na história da entidade. Sua gestão na ACP, de acordo com sua própria análise, buscou sempre conduzir-se por exemplos de cidadania.

    Mas Slaviero também faz questão de lembrar o atendimento ao associado como uma prioridade. Frisou a entrega das obras de remodelação do andar térreo e do mezanino do prédio da entidade, que, com maior funcionalidade, propiciou um melhor atendimento aos associados e ao público.

    A integração com a comunidade foi reforçada no dia 25 de abril de 2006, com a inauguração do Ponto Ativo, programa de responsabilidade social que fez parte do Centro Vivo. É um local de atividades de lazer e aprendizado, inicialmente abrigado em instalações cedidas pela rede de lojas Ponto Frio e, a partir de 2011, sediado no próprio prédio da ACP.

    De 2004 a 2006, computaram-se dezenas de eventos nas dependências da entidade com o signo da responsabilidade social, sustentados com conceitos discutidos e aprovados pelo seu Conselho Político.

    Durante o biênio em que Slaviero esteve à frente da ACP, a carga tributária e seus prejuízos ao setor comercial e a toda sociedade foram condenados com vários atos públicos, com a promoção ou participação da entidade, além de dezenas de artigos e editoriais assinados pelo seu presidente.

    No dia 6 de julho de 2006, pouco antes de transferir a seu sucessor, Slaviero, acrescentado à sua administração mais um tempero de quem mescla esporte ao empresarial, entregou a Comenda do Barão do Serro Azul para a ginasta Daiane dos Santos, com a presença, no auditório da ACP, do então ministro do Esporte, Orlando Silva.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 2006
    Virgílio Moreira Filho | Gestão - 2006/2007

    A gestão efetiva do empresário Virgílio Moreira Filho à frente da Associação Comercial do Paraná durou exatos sete meses - de 7 de agosto de 2006 a 5 de março de 2007.

    À posse de Moreira Filho e sua diretoria, no Estação Embratel Convention Center, compareceram 1,3 mil pessoas. Entre os presentes, estavam o então vice-presidente da República, José Alencar. Moreira reafirmou seu compromisso de promover ações que atendessem aos anseios dos associados da entidade e do empresariado como um todo. Na época com 48 anos, o novo presidente da ACP, administrador de empresas e diretor dos grupos Itambé, Fosforeira Brasileira e Bematech, destacou sua crença "na participação do empresário na vida pública como forma de ajudar nosso Estado e nosso país".

    Moreira Filho ressaltou que entre seus objetivos estava um novo e incisivo "fôlego" à Cooperativa de Crédito Mútuo do Pequeno Empresário, Micro Empresário e Micro Empreendedor de Curitiba e Região Metropolitana (Sicoob/Curitiba).

    No dia 5 de março de 2007, Moreira Filho pediu licença do cargo na ACP do Paraná para assumir a Secretária de Estado e Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, pois as normas estatutárias não permitem ao presidente da entidade responder, no exercícios da função, por outro cargo de função pública. Interinamente, a primeira vice-presidente, Avani Slomp Rodrigues, assumiu a presidência da ACP, nela permanecendo até ser eleita para um mandato efetivo, em 2008.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 2007
    Avani Slomp Rodrigues | Gestão - 2007/2010

    Para a empresária Avani Slomp Rodrigues responsabilizar-se pela presidência da ACP naquelas circunstâncias "foi uma surpresa muito grande. Tomei um susto quando o presidente disse que eu precisaria assumir em função de seu licenciamento". Avani, que havia sido coordenadora do Conselho da Mulher Executiva na gestão 2004/2006, assumiu adiantadamente a presidência da entidade, em março de 2007. Herdou a estrutura diretiva e funcional, além de o trabalho que vinha sendo desenvolvido pela entidade.

    Foi a segunda mulher a ganhar espaço para presidir a entidade em mais de um século de existência e, ao contrário de Maria Christina, não tinha a respaldá-la um grande conglomerado financeiro e nem o endosso do meio financeiro e acadêmico do Estado. Psicóloga, com especialização em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, e pós-graduada em Gestão de Finanças, Avani acumulava, ao assumir a ACP, "com um olhar feminino para administrar", 23 anos como empreendedora, após ter deixado um emprego público. Paralelamente à presidência da ACP, continuou a ser diretora financeira da Tecnotelas Indústria e Comércio de Telas e Arames.

    Segundo Avani, a ACP sempre se preocupou, ao longo de sua história, em descentralizar seus serviços e representatividade. "Reiniciamos, em agosto de 2007, o trabalho do Conselho de Bairros, com a entrega de um posto de serviços na Cidade Industrial de Curitiba (CIC)", lembra.

    Em junho de 2008, a entidade anunciou a realização, de 29 de agosto a 6 de setembro, da campanha "Liquida Curitiba", considerada, na época, segundo Avani, "um marco para o comércio curitibano, além das nossas expectativas".

    Em julho, a entidade criou o Banco de Talentos da ACP, serviço de recrutamento e seleção de funcionários para suprir a necessidade de mais de 73% dos associados da época, parcela das empresas que não possuía departamento próprio de recursos humanos. O projeto previa a formação de um amplo banco de currículos a ser colocado à disposição dos empresários.

    Também a Universidade Livre do Comércio manteve suas portas abertas ao empresário e aos seus funcionários. Durante o primeiro período em que Avani esteve à frente da entidade, a ULC promoveu 80 cursos e 16 palestras, com participação de 2,4 mil pessoas.

    No dia 11 de agosto de 2008, às 20h, no Clube Curitibano, em pleno período de comemorativo dos 118 anos da ACP, a segunda mulher passou efetivamente a fazer parte da galeria dos presidentes da entidade, sob aplausos de centenas de pessoas.

    No primeiro dia do segundo ano desta gestão, foi inaugurado o Espaço ACP, um salão de 222 metros quadrados, no primeiro andar da sede da entidade, transformado em ambiente de múltiplo uso.

    No dia 1º de dezembro, a ACP lançou mais um serviço para o associado, a Nota Fiscal Eletrônica, que se tornou obrigatória pela Receita Federal para a maioria das atividades econômicas a partir de 2008 e, posteriormente, pela Secretária da Fazenda do Paraná.

    No dia 29 de julho de 2010, a presidente convocou assembleia geral extraordinária para aprovar as negociações para assegurar direitos aos usuários do SCPC no Paraná, com participação nas ações da empresa Boa Vista Serviços S.A., que era, na época, o terceiro bureau de crédito no país. O intuito foi alcançado com a aprovação da maioria dos presentes.

    Avani lembrou ainda como realizações de sua gestão na ACP a inauguração do espaço "Tô à Toa", nascido de um área degradada do prédio e transformada em local de descanso para os funcionários, que, junto a um "arquivo morto" que virou mezanino, totalizando 268 metros quadrados, assim como a reforma de um dos andares, com salas para servir de escritório da Arbitac.

    Ela entende que, ao chegar a agosto de 2010, pode contabilizar um balanço positivo na entidade tanto no aspecto institucional como econômico.

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 2010
    Edson José Ramon | Gestão - 2010/2014

    Edson José Ramon, foi eleito presidente da ACP aos 61 anos, admite seu caráter "firme, mas nunca inflexível" e a seguia amaina seu perfil: "o aprimoramento pessoal, o respeito ao próximo e a valorização dos detalhes embelezam a vida".

    A chapa única "Barão do Serro Azul" concorreu à eleição simplificada e foi eleita. Tomou posse em 9 de agosto de 2010, em um Clube Curitiba lotado, defendendo como premissa de sua gestão o fortalecimento institucional do comércio e da economia como fomento à sociedade civil.

    Mudanças administrativas e gastos foram necessários, de acordo com Ramon, para assegurar a representatividade política da entidade, que deve, como seu histórico mostra, ir além das fronteiras do Estado.

    As posições políticas-institucionais assumidas pela ACP nascem especialmente da diretoria e de debates em seu Conselho Político.

    Desenvolvendo suas ações de serviços, a ACP participou, em 1º de novembro de 2010, como sócia, da criação da Boa Vista Serviços S.A., com o objetivo de comercializar e distribuir o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), para todo o país, junto com a Associação Comercial de São Paulo, Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro e de Porto Alegre, e do investidor, TMG Capital.

    A composição da ACP com outros sócios para o surgimento da Boa Vista Serviços provocou uma ruptura histórica, com a entidade deixando de fazer parte da Faciap, depois de 53 anos de convivência.

    O primeiro período de sua administração (2010/2012) é avaliado por Ramon como "rico, com ótimas experiências".

    Fonte: Pedaços de Muita Vida - A História dos 122 anos da Associação Comercial do Paraná - de Nilson Monteiro
  • 2014
    Antonio Miguel Espolador Neto | Gestão - 2014/2016

    Antonio Miguel Espolador Neto, natural de Marilândia do Sul (Norte do Paraná), iniciou sua carreira como funcionário na rede de lojas Casas Felipe, em Apucarana e depois em Ponta Grossa. Mais tarde passou a dirigir o próprio negócio, criando o Depósito de Calçados Pague Menos, no bairro do Portão, em Curitiba.

    Em 1994 Espolador criou a marca Planeta Pé, que em 1996 foi agregada à rede Scarpini. O empresário expandiu seus negócios, atuando também no ramo imobiliário, com a Incorporadora Nel Brasil e a Spoladore Administradora de Bens, e no agronegócio por meio da Nelore Brasil Agropecuária. Antonio Miguel Espolador Neto já foi vice-presidente e atua na ACP há mais de 20 anos.

    O presidente obteve reconhecimento em diversas honrarias por sua atuação no comércio paranaense, como o de Lojista do Ano – Paraná em 2000; Lojista do Ano do Brasil, em 2001; Consagração Pública, Troféu Imprensa e o Troféu Guerreiro do Comércio. Espolador tem entre os seus hobbies a paixão pela corrida automobilística, pescaria e a vida no campo.
  • 2016
    Associação Comercial do Paraná: tradição, inovação e confiança no futuro.