A importância das novas mídias para o sucesso do negócio

65% das empresas brasileiras já estão nas redes sociais.

Para quem ainda duvida que as redes sociais podem colaborar à ascensão de um produto ou negócio, os indicadores provam a força com que essa tendência chega ao mercado. O uso da internet é cada vez mais frequente, não só nos computadores, mas também nos smartfones, tablets, celulares e outros aparelhos móveis. Na última década, a grande rede alcançou o espaço que a televisão e o rádio demoraram anos para conquistar. “Hoje a informação se dissemina da mesma forma com que as pessoas conversam, mas isso sem que elas estejam fisicamente ligadas”, disse o diretor associado da Umma Comunicação Integrada, Marco Duboc. Ele esteve na Associação Comercial do Paraná (ACP), nesta quarta-feira (20), ministrando a palestra “As redes sociais estão mudando o mundo. Você sabia disso?”, dentro do Bumerangue de Ideias, programa para troca de informações do Conselho de Jovens Empresários (CJE) da casa.

No painel, o diretor explicou que a linguagem utilizada na internet não é a mesma do rádio ou da televisão. Nela, a comunicação ocorre de forma mais segmentada, de modo que a informação é quem procura e encontra o internauta. “Hoje somos bombardeados por informações onde quer que estejamos: no carro, no ônibus, no trabalho e não precisamos mais procurar pela notícia, ela nos encontra”, disse o palestrante. Segundo ele, a melhor maneira de pensar se a mídia social é apenas modismo ou veio mesmo para ficar, é analisar a rápida proliferação dos sites e redes de relacionamento no país. “No Brasil há, atualmente, 67,9 milhões de internautas e 86% deles estão conectados a alguma rede social, como Facebook, Twitter ou Youtube”, revelou.  

E são esses caminhos, a grande “sacada” de empresas para divulgarem seus produtos. Durante a palestra, Duboc citou vários exemplos de marcas que descobriram um meio de atrair consumidores pelos micro blogs e páginas de relacionamento. Ainda de acordo com ele, 65% das empresas brasileiras já estão nas redes sociais e há casos de empresas que sequer tem site, mas tem Facebook.

A orientação do especialista, no entanto, é de haver um planejamento para esse tipo de ação, de modo que o propagador tenha controle de onde as informações podem chegar. “Devemos ter cuidado com o que é jogado na rede. O alcance das informações ainda é desconhecido e, assim como fazem sucesso as informações positivas, podem se espalhar as negativas também”, disse. O diretor lembrou casos de celebridades e formadores de opinião que postaram comentários maliciosos ou mesmo cometem erros gramaticais em suas páginas pessoais e tiveram que se explicar depois do ocorrido.

 Feirão do Imposto

 Ao final do encontro, também foram discutidas estratégias de como as redes sociais podem ajudar o Conselho dos Jovens Empresários a propagar as informações sobre o Feirão do Imposto, mobilização nacional que tem o objetivo de mostrar aos consumidores o impacto dos impostos no preço dos produtos e serviços. A manifestação está marcada para o dia 17 de setembro e, em Curitiba, contará com ação na Rua XV de Novembro.

Alguns dados sobre as redes sociais:

– Enquanto o rádio demorou 38 anos para conquistar 50 milhões de usuários, o Facebook contabilizou 100 milhões em apenas nove meses;

– se fosse um país, o Facebook seria o terceiro mais populoso do mundo;

– das empresas brasileiras que estão nas redes sociais, 84% delas estão no Twitter e 61% no Facebook;

– o Youtube é o segundo maior site de buscas da internet;

– em menos de 10 anos, as mídias sociais superaram a pornografia nos acessos à internet.

Créditos: Felipe Rosa

Créditos: Felipe Rosa  Créditos: Felipe Rosa  Créditos: Felipe Rosa  Créditos: Felipe Rosa  Créditos: Felipe Rosa 

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