ACP apela às autoridades para coibir pichações

Ação de vândalos está fora de controle penalizando a sociedade

A Associação Comercial do Paraná (ACP) fez um apelo às autoridades da área de Segurança Pública para que sejam extremamente rigorosas na aplicação da legislação que autoriza o combate, identificação e punição dos pichadores.

A entidade está preocupada com o grave estado das pichações do patrimônio público e privado, numa situação que além dos muitos prejuízos econômicos e constrangimentos causados aos proprietários dos imóveis vandalizados “já pode ser considerada fora de controle”, segundo constatou o presidente Edson José Ramon.

Para tratar do assunto, a ACP organizou no final da semana passada um encontro com a participação do major Luiz Marcelo Maziero (GGI-PM), do capitão Iznoel Pavan de Souza, do comando regional da PM e do tenente Edilberto Mazon, do Batalhão de Patrulha Escolar, e também de Ana Gabriela Simões, gerente do GRPCom, um dos apoiadores da campanha de cunho  socioeducativo que visa combater a ação predatória espalhada por toda a cidade e também no interior.

A reunião contou também com a presença dos vice-presidentes Gláucio Geara e Jean Michel Galiano, respectivamente, coordenadores do Conselho Político e Conselho de Bairros do Comércio Vivo da entidade.

Punição dos vândalos

Ramon advertiu que a ACP age “não apenas na condição de porta-voz do comércio, mas da sociedade em geral, chamando a atenção das autoridades para a aplicação da legislação que prescreve a punição dos elementos que atacam tanto prédios públicos como privados”, colocando-se “na contramão dos inúmeros projetos de embelezamento da cidade”.

O presidente da ACP lembrou, ainda, a necessidade de ações educativas, ressaltando que “o crime e o vandalismo somente se caracterizam quando a prática não é autorizada”.

Por sua vez, o major Luiz Marcelo Maziero revelou a disposição da Polícia Militar em utilizar seus recursos de inteligência para coibir a ação dos pichadores, por meio da ação repressiva, identificação dos diferentes grupos que atuam na cidade e o estabelecimento de parcerias com a Polícia Civil e Guarda Municipal, “além de propiciar o treinamento necessário aos policiais para a busca, abordagem e restrição à incidência desse tipo de crime”.

O tenente Edilberto Mazon, do Batalhão de Patrulha Escolar, lembrou os bons resultados registrados em alguns bairros e municípios da região metropolitana de Curitiba, após a realização de trabalho preventivo entre adolescentes e jovens matriculados na rede pública escolar. Mazon observou que “houve uma resposta imediata na questão das pichações, a partir do momento em que os alunos foram conscientizados da responsabilidade penal atribuída aos indivíduos que burlam a lei”. Os vice-presidentes Gláucio Geara e Jean Michel Galiano pediram urgência na ação policial, destacando o apoio do GRPCom na luta da sociedade contra as pichações, reconhecendo, porém, que a repressão deverá ser acompanhada de muito trabalho educativo, a fim de tirar de Curitiba “a impressão de cidade dominada por marginais”.