ACP e segurança pública iniciam força tarefa contra pichação

Reunião contou com organizações e autoridades interessadas em punir depredação de forma mais eficiente

A Associação Comercial do Paraná (ACP), em parceria com representantes da Segurança Pública (Policia Militar, Civil, Guarda municipal), de escolas municipais particulares e do Sindicato dos Vigilantes, realizou nesta quinta-feira (10) a segunda reunião com o intuito de debater medidas para a prevenção e punição dos pichadores na capital.  O presidente da ACP, Edson José Ramon, reiterou o esforço da instituição para evitar os prejuízos causados pelos vândalos e sugeriu a criação de um setor especial dentro da delegacia do Meio Ambiente para tratar o assunto.  

De acordo com o major Luiz Marcelo Maziero (GGI-PM), até março o Estado deve contar com um acréscimo de 1000 soldados e 1300 viaturas nas ruas, o que beneficiará diretamente as ações contra as pichações na cidade. “Além de reforçar o policiamento, precisamos contar com o apoio de toda a comunidade, só em 2012 foram 196 autuações na capital”, disse. Os serviços de inteligência e o trabalho nas redes sociais também serão utilizados para repreender os criminosos.

Representantes do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, presentes em 3 mil pontos da capital, das escolas particulares (Sinepe) e municipais, por meio do programa Comunidade Escola, em parceria com a Patrulha Escolar,  garantiram redobrar a atenção e instruir a comunidade a denunciar os infratores.

Segundo o diretor da Guarda Municipal, Claudio Frederico de Carvalho, há dez anos a prefeitura passou a contabilizar o número anual de denúncias contra pichações na cidade, que passaram de 80 ligações em 2002 para 1200 em 2012.

Para o diretor, além de trazer prejuízos aos proprietários, a pichação potencializa o abandono e marginalização das regiões depredadas.  De acordo com Carvalho, 50% dos infratores são maiores de idade.