ACP reforça crença em Brasil melhor em 2012

ACP reforça crença em Brasil melhor em 2012

Anúncio prega combate à corrupção, carga tributária e abusos na área pública

Em sua mensagem de final de ano e votos de boas realizações, a Associação Comercial do Paraná (ACP) publicou, nesta quinta-feira (22), um anúncio de página inteira no jornal Gazeta do Povo, destacando que o país que todos nós queremos em 2012 somente será viável com a continuidade da luta contra a corrupção, desmandos cometidos na administração pública, desperdício de recursos públicos e outras mazelas denunciadas pela imprensa.

De acordo com princípios históricos defendidos pela instituição, o anúncio também cumpre a finalidade de reiterar os objetivos do manifesto “O Brasil que Queremos”, lançado este ano com maciça distribuição na recente conferência de advogados brasileiros, em Curitiba, além da remessa direta a entidades congêneres em todo o País e postagem no site da entidade.

O anúncio chama a atenção para as oportunidades de ampliação do debate por um Brasil melhor no ano que se aproxima, com o envolvimento da sociedade numa cruzada contra os preocupantes desmandos oriundos dos meios político-administrativos. “A convocação abrange todos os setores com responsabilidade social, tendo em vista que a recuperação dos valores éticos na política interessa a todos os brasileiros”, segundo Edson José Ramon, presidente da Associação Comercial do Paraná.

A instituição reclama, ainda, “transparência, moralidade na administração pública, liberdade, educação e segurança dos cidadãos”, entre outros valores que considera escassos na atual conjuntura. O presidente Edson Ramon também enfatizou a importância da sociedade denunciar “toda e qualquer tentativa de dificultar o fortalecimento do estado de direito democrático, uma das bandeiras de luta da instituição”.

A ACP lançou o manifesto “O Brasil que Queremos”, cumprindo a indicação programática de manter-se “vigilante e pronta para combater a corrupção e desvios éticos”, sobretudo quando procedem de autoridades representativas do aparelho de Estado que, em sua análise, deveriam ser as primeiras a assumir a defesa das instituições republicanas.

Mesmo considerando as dificuldades de lutar contra o corporativismo arraigado entre os poderes constituídos, a ACP demonstra sua crença na “força dos ideais” da sociedade para suplantar os interesses menores da política clientelista.