Caem vendas no comércio curitibano em junho

Pesquisa desenvolvida pelo Instituto Datacenso de 1º a 3 de julho, a pedido da Associação Comercial do Paraná (ACP), revela que o desempenho das vendas do comércio curitibano em junho último apresentou queda de 3% em relação a maio. A queda está relacionada ao tempo chuvoso que interferiu negativamente nas vendas, bem como ao balanço entre o mês de maio, em que há um pico de vendas natural devido ao Dia das Mães. Isso mostra também que o consumidor curitibano está mais cauteloso, justificativa ratificada pelo ambiente com elevação da inflação e a instabilidade econômica.

Na contramão da queda do consumo, a taxa de inadimplência subiu 1% com relação a maio, totalizando 6%. Embora tenha havido aumento, o índice é considerado baixo, resultado da manutenção do baixo índice de desemprego e aumento da massa salarial.

Os itens mais citados pelos 200 consumidores consultados, de perfil equilibrado quanto ao gênero, com faixa etária entre 18 e 45 anos e renda mensal familiar mensal entre R$ 1.245 e R$ 3.110, comprados no mês de junho em maior escala foram roupas e acessórios (61%), calçados (16%), seguidos por utilidades domésticas (11%), eletroeletrônicos (6%) e perfumes (6%). O valor médio das compras para o período também foi inferior – R$ 224,83, revelando a queda de 57% em relação a maio.

Apesar dos dados analisados especificamente para o mês de junho, de acordo com 37% dos 200 lojistas entrevistados, o acumulado do segundo trimestre teve volume de vendas superior ao mesmo período anterior, com crescimento de 32%.

Em função do dado positivo, o índice de Confiança do Empresário no Comércio de Curitiba (ICECC) mostra um comerciante confiante, com boas expectativas para os próximos meses, com a esperada aceleração gradual do nível de atividade econômica para o terceiro trimestre. A expectativa do incremento de vendas para julho é de 3%.

Do outro lado do balcão, os consumidores têm se sentido mais satisfeitos quanto à qualidade do atendimento prestado nos estabelecimentos comerciais. A curva é ascendente totalizando 82% dos entrevistados. No mês passado, a parcela dos contentes foi de apenas 73%. Apesar das ações desenvolvidas pelos lojistas para atrair mais clientes não serem, na sua maioria, voltadas a melhorias no atendimento (apenas 1% disseram que investirão neste setor), consumidores citaram a simpatia, cordialidade e atenção prestada como principais fatores que melhoraram.

De acordo com dados da sondagem, o consumidor curitibano está mais cauteloso, pois o ambiente econômico mostra-se desfavorável pelo aumento dos preços das mercadorias como reflexo da inflação e atual instabilidade econômica.