Comércio de fogos de artifício está aquecido

Fonte: Parana Online – publicado em 30/12/2010

Procura está grande nos dias que antecedem o Ano Novo. Diversidade de produtos garante a clientela na capital.
 

Um ano bom e uma segunda quinzena de dezembro espetacular. É assim que o comércio de fogos de artifício de Curitiba e Região Metropolitana (RMC) está finalizando as vendas de 2010.

Segundo a Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifícios do Paraná, entre os dias 15 e 31 deste mês, as vendas realizadas por lojas legalizadas – que somam 28 estabelecimentos na Grande Curitiba e 49 em todo o Estado -, devem movimentar um volume 92% superior a todo o material comercializado no decorrer de 2010, que já acumula um crescimento de 12% em relação a 2009.

Na comparação com a última quinzena de 2009, as vendas devem beirar 15% de aumento neste ano, consagrando de longe o Ano Novo como a data mais importante do setor.

“Esta época sempre vendeu muito, seja em anos difíceis, quando os clientes compram para ver se no próximo ano a situação melhora, seja em anos bons, em que as pessoas compram para celebrarem ainda mais”, conta o presidente da associação e proprietário da maior rede varejista de fogos de artifício do País, Rodolpho Aymoré Júnior.

Segundo ele, o apreço pelos fogos de artifício na virada de ano é uma tradição chinesa trazida pelo mercador italiano Marco Pólo juntamente com a pólvora. “O ser humano é o único animal que domina a arte do fogo e isso é fascinante. Perto do Ano Novo esse fascínio se soma às tradições adotadas pelo Ocidente junto a pólvora”, comenta Aymoré, que atua no mercado há 20 anos.

Variedade

Para as celebrações deste ano, segundo Aymoré, há uma variedade enorme de fogos, aproximadamente 3,6 mil tipos diferentes. Aliás, pelo que se tem notado, a procura por fogos “plásticos”, que fazem efeito no céu mas não estouram ou estouram com pouco barulho está bem acima dos fogos com som mais alto.

Em média, a venda dos fogos “plásticos” está 60% maior do que aqueles que causam muito ruído. “As pessoas estão procurando mais beleza e menos barulho”.

Outra vantagem dessa diversificação é que existem fogos para todos os tipos de bolsos. “A partir de R$ 7,99 já é possível se divertir e celebrar 2011, mas há produtos como a bateria com 3,6 mil fogos que custa R$ 499”, informa.

Consumo

Em termos de quantidade, Curitiba e RMC ocupam a terceira posição entre as regiões do País que mais consomem fogos de artifício. Neste ano a colocação está garantida, uma vez que foram comercializadas até ontem aproximadamente 400 toneladas. Em todo o Paraná, segundo a associação, o consumo até o dia 31 deve atingir 1,5 mil toneladas de fogos.

Uma dica importante para os consumidores é procurar as lojas legalizadas. Enquanto há 28 estabelecimentos em situação legal na Grande Curitiba, há dois mil irregulares, que confeccionam fogos com problemas. No Paraná, o número de revendas ilegais está em 10 mil.