Delegado de homicídios fala sobre segurança pessoal

Número de assaltos cresce em Curitiba e preocupa a sociedade

O delegado Rubens Recalcatti, chefe da Delegacia de Homicídios da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, esteve nessa quinta-feira (21) na Associação Comercial do Paraná (ACP), a convite do Conselho Político da instituição, coordenado pelo empresário Gláucio Geara. A motivação para o convite, segundo o coordenador, se deveu ao grande número de assaltos com vítimas fatais cometidos nos últimos dias em Curitiba.

Participaram do encontro o advogado José Lúcio Glomb, ex-presidente da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o delegado Gastão Schefer Neto, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal do Paraná, os vices-presidentes Camilo Turmina e Odone Fortes Martins e os consultores jurídicos da instituição, Cleverson Marinho Teixeira e João Carlos Regis, além de empresários e associados.

Geara saudou o experiente policial, que é vice-coordenador da Câmara Setorial de Segurança da instituição, antecedendo a exposição do delegado, lembrando os bons resultados da ação policial, especialmente da Delegacia de Homicídios, embora tivesse frisado que “a escalada do crime se dá em maior projeção que o aumento dos efetivos policiais que trabalham para garantir a segurança da sociedade”.

Migração do crime organizado

Um dos pontos levantados pelo coordenador do Conselho Político e confirmados em parte pelo delegado Rubens Recalcatti diz respeito a uma provável migração para Curitiba de elementos ligados ao crime organizado em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, que foram palcos de recentes ações concentradas de pacificação. “Diante disso, os marginais viram-se forçados a sair para outros pontos, como está ocorrendo com o vizinho estado de Santa Catarina”.

Mesmo advertindo que bandidos especializados na explosão de caixas eletrônicos e roubo de relógios Rolex, “tem seus centros de treinamento nas cidades de Joinville (SC) e Taboão da Serra (SP), dali saindo para praticar seus crimes em outros estados, a polícia paranaense está preparada para evitar essa invasão”.

Recalcatti revelou aos participantes que o índice de homicídios cometidos em Curitiba caiu entre 2011 e 2012, citando que os crimes mais freqüentes continuam sendo roubo, furto, estelionato, extorsão e arrombamentos. Dentre as inúmeras precauções recomendadas, que o delegado classificou como procedimentos de segurança pessoal, o chefe de Homicídios foi claro ao dizer que “em caso de assalto a vítima jamais deve reagir, tendo em vista que o estado nervoso do autor do delito pode ser maior do que o da vítima e, na maioria dos casos o desfecho será fatal”.