Deputado Ney Leprevost destaca a urgência da implantação de novos projetos na área da saúde

 

Em encontro promovido pelo Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Concex-RI) da ACP, nesta quarta-feira (24), a discussão de vários desafios e perspectivas da saúde no Paraná contou com intervenções do deputado estadual Ney Leprevost e Jurandir Marcondes Ribas, respectivamente, líder e vice-líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, e Maurício Fogaça, superintendente em gestão e saúde da Fundação Copel e professor da Faculdade Inspirar, especializada na formação de mão de obra para o setor de saúde.

Durante a reunião, mediada pelo coordenador do Concex – RI, Carlos Eduardo Guimarães, Leprevost destacou a urgência da implantação de novos projetos para a saúde, além de uma reforma tributária que desburocratize o acesso e desenvolvimento desses novos planos. O deputado defendeu que a inovação é imprescindível para movimentar a economia, tendo em vista que a saúde pode ser um bom negócio, permitindo ao setor empresarial ampliar os ganhos com o aumento do consumo de bens renováveis, incremento de produtos industrializados e geração de empregos.

Educação para prevenção

O superintendente em gestão e saúde da Fundação Copel, Maurício Fogaça, enfatizou a necessidade da migração do atual modelo de saúde curativo para o preventivo, o que pode ser operado através de uma melhor formação médica e também por meio da implantação de políticas de saúde educacionais, a fim de conscientizar a população acerca de um modo de vida saudável pela boa alimentação e prática de exercícios, por exemplo.

Fogaça ainda sublinhou a implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente como imprescindível, cuja meta é evitar acidentes como quedas, administração incorreta de medicamentos, erros em procedimentos cirúrgicos e até infecções hospitalares, durante o período em que o paciente passa pelo o hospital. “Vidas não podem mais ser perdidas, à vista que o índice anual de mortes que poderiam ter sido evitadas no Brasil é da ordem de 66,7%, entre dados de hospitais públicos e privados”, pontuou.

Longevidade

O médico Jurandir Marcondes Ribas, vice-líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, traçou um panorama da saúde mundial que tem um ponto convergente: o envelhecimento da população, fenômeno que implica no aumento de doenças crônicas incidentes no orçamento da saúde pública, serviço do qual 70% da população brasileira depende atualmente. Dados de 2010 dão conta que 10% da população era sexagenária, mas a projeção para o ano de 2040  estima que o percentual suba para 25%. O evento teve ainda a apresentação dos projetos de financiamento do BRDE para a área de serviços de saúde.