Dia dos Pais aquece vendas do comércio curitibano

Índice de aumento será de 3% em comparação ao ano passado

O Instituto Datacenso entrevistou 200 comerciantes e 200 consumidores nos dias 26 e 27 de julho com o objetivo de detectar as perspectivas do comércio curitibano com relação ao Dia dos Pais, que deverá ter um acréscimo de 3% nas vendas em comparação com a mesma data em 2011. O gasto médio por consumidor será de R$ 127,94, um pouco acima da média de R$ 125,80 no ano passado. A pesquisa é patrocinada pela Associação Comercial do Paraná (ACP).

Para 46% dos comerciantes consultados o movimento desse ano deverá ser melhor que o do ano passado, embora o percentual expressivo de 31,5% não espere nenhuma modificação em relação a mesmo período de ano passado. O aumento de 3% nas vendas de presentes para o Dia dos Pais também foi registrado na comparação entre 2010 e 2011.

Dentre os itens mais citados pelos curitibanos que pretendem presentear os pais no dia 12 de agosto estão roupas e acessórios (58%), calçados (8,9%), perfumes (7,9%) e eletrônicos (5,4%). Dentre os comerciantes ouvidos pela pesquisa 68% vão lançar mão de alguma promoção especial para atrair a clientela, sendo o desconto para pagamento à vista a opção preferida por 61% desse universo.

Parcelado no cartão

Praticamente a metade dos consumidores (46,5%) pretende usar a modalidade de parcelamento com cartão de crédito, ao passo que para 22% deles a decisão é pagar à vista no vencimento do cartão.

Tendo em vista a motivação da data festiva, a maioria absoluta dos que pretendem dar presentes aos pais está situada na faixa etária de 18 a 25 anos (55,5%) e 26 a 35 anos (31,5%), totalizando quase 90% dos consumidores ouvidos pelo Instituto Datacenso.

As maiores faixas de renda mensal familiar citadas foram de R$ 1,4 mil a R$ 2,3 mil (39%) e R$ 2,3 a R$ 4,5 mil (32%). Cerca de 14% dos entrevistados declararam renda mensal superior a R$ 4,5 mil.

Dado importante levantado pela pesquisa mostra que 28% dos consumidores entrevistados estão atualmente com 100% do salário comprometido com dívidas. Para o economista Claudio Shimoyama, diretor do Instituto Datacenso, “esse número revela que três em cada grupo de dez assalariados estão totalmente endividados”.