Economia paraguaia tem fome de investimentos

Para estimular o comércio bilateral e fomentar a internacionalização das empresas brasileiras, ACP promove seminário “Oportunidades de Investimentos no Paraguai, para empresariado curitibano.

Com um crescimento macroeconômico de 15,3% em 2010, o segundo maior do mundo, o Paraguai tem despertado interesse em muitos investidores brasileiros e, em especial, nos paranaenses. Além de oferecer incentivos fiscais e legislação favorável, o país vizinho ainda tem a seu favor matéria-prima abundante, energias renováveis mais competitivas e proximidade com o estado. Para discutir essas e outras questões, o Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Concex-RI) da Associação Comercial do Paraná (ACP) realizou, na manhã desta sexta-feira (5), o seminário “Oportunidades de Investimentos no Paraguai”.

Entre os painéis do evento, houve a apresentação do projeto do Sebrae para ampliar a integração produtiva e cooperação interinstitucional transfronteiriça entre os dois países, conduzido pelo diretor do Sebrae–PR, Julio Agostini; um panorama do comércio e investimentos no Paraguai, com o chefe do setor de Promoção Comercial e Turismo da Embaixada do Brasil no Paraguai, Cristiano Berbert; além de uma explicação de como funciona o Foro Brasil, entidade ligada à Embaixada, e uma explanação sobre o regime de Maquila, ferramenta de complementação econômica desenvolvida pelo país vizinho para atrair novos investidores, com a secretária executiva do Conselho de Indústrias Maquiladoras de Exportação do Paraguai, Raquel Ramírez. Também foi assinado, durante o seminário, um acordo de cooperação entre o Foro Brasil e a ACP.

Segundo o presidente da ACP, Edson Ramon, que capitaneou um grupo de empresários curitibanos em missão ao Paraguai, em maio deste ano, o país vizinho atravessa um ótimo momento econômico e oferece muitas oportunidades nos ramos da indústria, do comércio e infraestrutura. “Por sermos do Paraná, adjacentes desta nação amiga, não podemos continuar a tratar o Paraguai como um vizinho desconhecido. Estamos muito próximos para não aproveitarmos melhor nossas enormes potencialidades de integração”, afirmou. Já o vice-ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Edgar Cuevas, disse que a união entre Brasil e Paraguai é fundamental para o fortalecimento do Mercosul e que seu país continua sendo um “sócio interessante” para outras nações. O coordenador do Concex, Odone Fortes Martins, lembrou do programa “ACP das Nações”, iniciativa da entidade para firmar uma política de internacionalização das atividades comerciais paranaenses.

Maquila

Na luta para acabar de vez com o estigma de “território das falsificações”, o Paraguai adotou uma série de medidas para atrair investimentos e dar prosseguimento à sua expansão. Conforme afirma a secretária executiva do Conselho de Indústrias Maquiladoras de Exportação do Paraguai, Raquel Ramírez, o grande diferencial competitivo do país é a Lei da Maquila, de 2001, que garante às empresas do exterior que se instalarem no país, visando a produção de bens para exportação, o pagamento de apenas 1% de imposto sobre o seu faturamento bruto.

De acordo com Raquel, esses são fatores que devem ser analisados pelo empresariado paranaense e brasileiro, interessados em não perder espaço para os asiáticos. “O que está em jogo, na realidade, é uma questão importante, que é o de levar as empresas brasileiras a ocupar espaços no processo de industrialização do Paraguai em substituição aos empreendimentos chineses e coreanos interessados em abastecer o mercado da América do Sul”, disse ela.

Créditos: Felipe Rosa 

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