Em 12 meses, inflação no varejo tem alta de 6,2%

De dezembro de 2011 a janeiro deste ano, a inflação no varejo medida pelo IPC-10 acumulou alta de 6,2%, segundo divulgou, ontem (16), a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A aceleração foi causada principalmente por acréscimos nas taxas de variação de preços em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice. As altas mais intensas foram sentidas nos preços de Alimentação (de 1,02% para 1,77%) e de Educação, Leitura e Recreação (de 0,46% para 1,92%). Isso porque houve fim de queda de preços e término de estabilidade em hortaliças e legumes (de -2,76% para 4,99%) e em cursos formais (de 0,00% para 3,08%), respectivamente.

Outros grupos que apresentaram taxas de inflação mais expressivas foram Transportes (de 0,36% para 0,64%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,57%).

Já os grupos restantes tiveram desaceleração de preços. É o caso de Habitação (de 0,47% para 0,27%), Vestuário (de 1,08% para 0 33%) e Despesas Diversas (de 0,43% para 0,15%).

Entre os produtos pesquisados, as altas de preço mais expressivas no varejo em janeiro foram registradas em tomate (10 76%); curso de ensino superior (2,23%); e curso de ensino fundamental (3,60%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em limão (-23,32); passagem aérea (-7,89%); e leite tipo longa vida (-1,04%).

Construção

Na construção civil, a inflação medida pelo INCC-10 acumula alta de 7,67% em 12 meses até janeiro, segundo a FGV. Mas na margem, os preços no setor perdem força. A desaceleração do INCC-10, de dezembro para janeiro deste ano (de 0,53% para 0 43%) foi influenciada por taxa de inflação menos intensa nos preços de mão de obra (de 0,81% para 0,56%).

Na listagem de produtos pesquisados pela fundação dentro da construção civil, as altas de preço mais expressivas foram registradas em ajudante especializado (0,66%); projetos (1,56%); e servente (0,52%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em perna 3×3/estronca de 3ª (-1,28%); vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,29%); e argamassa (-0,30%)