Fórum debate ações contra a violência

Objetivo do evento é reduzir os índices de criminalidade no estado, por meio da participação colaborativa e apreciativa da população.

O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Edson Ramon, participou, no início da tarde desta quarta-feira (28), da abertura do Fórum Unidos pela Paz, no Cietep, em Curitiba. A iniciativa é da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional do Paraná (OAB-PR) e tem o objetivo de reduzir os índices de violência no estado, por meio da participação colaborativa e apreciativa da comunidade. Para participar das discussões do evento, foram convidadas entidades patronais e representativas de classes, além de empresas da iniciativa privada e movimentos que pregam a cultura da não violência.

“Diariamente somos impactados pela agressividade no trânsito, avanço das drogas, homicídios, insegurança nas escolas e tantas outras formas de violência que passaram a fazer parte de uma rotina que não devemos aceitar. Por isso, a necessidade de discutirmos o tema e adotarmos novas medidas,” disse o presidente da OAB-PR, José Lucio Glomb. Segundo ele, a união de forças com entidades atuantes no estado como a Associação Comercial do Paraná (ACP), Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom) e  Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio de seu Conselho de Cidadania Empresarial, ajudarão a dissolver esse problema gravíssimo.

O vice-presidente do GRPCom, Guilherme Cunha Pereira, afirmou que é impossível conviver com os indicadores de criminalidade que o Paraná ostenta atualmente. De acordo com ele, o estado contabiliza números alarmantes que nenhum estado gostaria de ter. “Somente uma transformação e engajamento da sociedade pode mudar esse cenário”, apontou.

Já o presidente da ACP, Edson Ramon, reiterou que “para que haja ordem é preciso ter paz”, referindo-se ao quadro dramático de violência que o Paraná enfrenta. Conforme revelou, a criminalidade tem crescido em escala superior ao desenvolvimento do estado e só a capital Curitiba, por exemplo, já passou as metrópoles de São Paulo e Rio de Janeiro na proporção crimes por habitantes. Ainda segundo o presidente, “nas últimas duas décadas, todos os governantes reservaram o primeiro lugar de seus discursos ao combate à violência, mas nada foi feito”, declarou.

Justificativas

Rodrigo Rocha Loures, presidente da Fiep, afirmou que a questão de violência tem sido motivo de preocupação não só para o Paraná, mas para toda a sociedade. “Há uma carência de valores e apego insolúvel ao materialismo. O que é a violência se não a perda da sensibilidade, da empatia?” questionou.  Segundo ele, “até quem não vive em paz gosta de paz”.

Para o presidente da Associação Pa­­ranaense dos Juízes Federais (Apajufe), Anderson Furlan, o aumento da criminalidade é muito mais complexo do que se imagina. Para ele, “umas das questões mais agravantes para o problema é a impunidade, que incentiva os elementos mal intencionados a cometerem delitos”, afiançou.