Superintendente da Infraero fala sobre obras no Afonso Pena

O superintendente da Infraero no Aeroporto Internacional Afonso Pena, Antonio Pallu, esteve na Associação Comercial do Paraná (ACP) para explicar o andamento das obras de preparação do Aeroporto Internacional Afonso Pena para a Copa do Mundo de 2014, além das melhorias que irão beneficiar os usuários a médio e longo prazo. A palestra foi promovida pelo Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais da ACP (CONCEX-RI) em parceria com o Conselho da Mulher Executiva (CME).

Ao receber o palestrante, o presidente da ACP, Edson José Ramon, falou sobre as ações que a instituição pretende desenvolver para preparar o comércio local, garantindo que Curitiba estará pronta para receber visitantes de todas as partes do mundo. Ramon disse que cabe ao poder público cumprir a agenda para que a copa seja realizada com êxito e, com bom humor, ressaltou que as evoluções na parte de infraestrutura do aeroporto soam como música aos ouvidos. 

Renomado profissional do setor de aviação, Pallu disse que as obras no Afonso Pena estão ocorrendo dentro dos prazos estipulados, dando como exemplo a conclusão do recapeamento da pista principal e a primeira etapa do aumento do estacionamento para carros, que passou de 670 para 2.200 vagas. O superintendente comentou a complexidade da realização de obras no setor de tráfego do aeroporto devido à segurança e pouca disponibilidade para trabalhos na pista (seis horas diárias).

Perguntado pelo coordenador do Concex-RI, Carlos Eduardo Guimarães, sobre a previsão das melhorias, Pallu afirmou que todas as obras diretamente ligadas à Copa do Mundo serão concluídas, entre elas o aumento de aeronave no pátio, os aparelhos necessários para a aterrissagem por instrumentos – devido constantes neblinas e baixa visibilidade -, os estacionamentos e uma curva estratégica entre as duas pistas do aeroporto, aumentando a velocidade dos pousos e decolagens.  

O superintendente citou que nos últimos três anos o movimento no Afonso Pena aumentou cerca de 60% e que até 2016 outras obras irão beneficiar os usuários. “Faremos um terminal de passageiros praticamente novo, que terá capacidade de operar com até 14,6 milhões de passageiros por ano. Em um futuro próximo também teremos mais um prédio para estacionamento e com outras reformas devemos  nos tornar o 3° maior terminal de cargas do país, ficando atrás apenas dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas”, disse.