Fruet debate com empresários na ACP

Com um discurso essencialmente político, no qual confirmou todos os compromissos assumidos na campanha do primeiro turno e ratificou a proposta de “mudança responsável” na administração de Curitiba, o candidato Gustavo Fruet (PDT, PT e PV) se dirigiu nesta quarta-feira (17) a cerca de 200 empresários e empreendedores reunidos pelo Conselho Político da Associação Comercial do Paraná (ACP).

Saudado pelo presidente Edson José Ramon, Gustavo assinalou que logo após a conclusão do primeiro turno “a primeira instituição que visitei foi a Associação Comercial do Paraná, a entidade estadual mais antiga, para demonstrar o respeito que tenho por ela e expressar o desejo de tê-la como parceira na gestão municipal”.

Gustavo afirmou, ainda, que se eleito vai organizar um conselho paritário com o setor privado, “a fim de manter um diálogo franco e aberto com a sociedade, na busca das soluções mais indicadas para os desafios que vamos enfrentar”. O candidato enfatizou que os maiores desafios estão nas áreas da saúde, transporte e segurança, sobre as quais pretende priorizar a ação administrativa “para que a nova visão de planejamento volte a fazer de Curitiba uma cidade de vanguarda”.
Fruet também assegurou a intenção de investir maciçamente no setor educacional, “de tal forma que ao final de quatro anos a cidade esteja entre as que desfrutam dos mais elevados índices de escolaridade formal do país”.

Aliança pelo diálogo

Em contato com as principais lideranças políticas da cidade, o candidato revelou contar com o apoio de 25 dos 38 integrantes da Câmara Municipal e, que apesar da “campanha covarde e maldosa que estou sofrendo, reitero que minha aliança não tem o apoio de nenhum cacique e não quer confronto, mas o diálogo”.

Gustavo enfatizou também estar inteiramente focado numa gestão “que recupere a ideia de vanguarda e avanço, por exemplo, no transporte de massa e educação, recolocando Curitiba no papel que sempre teve no cenário nacional”. Advertiu que “ao contrário do que diz o oponente não estou preocupado com a próxima eleição”, e respondendo a uma questão especifica sobre a sucessão estadual em 2014, argumentou que “ainda é cedo para tratar do assunto porque tudo tem seu tempo determinado”.

O candidato declarou que nenhuma obra importante será paralisada e que não concebe a probabilidade da perda de recursos federais, especialmente em relação ao PAC da Copa. Sobre o projeto do Metrô, que segundo ele não tem recursos carimbados, observou que o projeto é bastante complexo e, por esse motivo “requer estudo técnico mais aprofundado que pode demorar de seis meses a um ano”.