Fundação ABC mostra avanços do cooperativismo

Imigrantes holandeses recebidos pelo Concex-RI

Dirigentes das cooperativas agroindustriais da região dos Campos Gerais (Batavo, Castrolanda e Capal), sediadas em Carambeí, Castro e Arapoti, integrantes da Fundação ABC, participaram nessa quinta-feira (26), de evento promovido pelo Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Concex-RI), na Associação Comercial do Paraná. A oportunidade serviu também para marcar o encerramento do Ano da Holanda no Brasil e salientar a importância da imigração holandesa para a economia paranaense, decorridos 100 anos da chegada das três primeiras famílias em Carambeí, no ano de 1911.

O presidente Edson José Ramon saudou os convidados, “filhos e netos dos imigrantes holandeses atraídos pela fertilidade dos Campos Gerais”, frisando a expressiva contribuição atribuída ao desenvolvimento econômico e social do Paraná. Em nome da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), falou também o superintendente José Roberto Ricken.

Acompanhados pelo cônsul Robert Ruijter, representante do Reino dos Países Baixos no Paraná, os líderes cooperativistas Gaspar João de Geus (Batavo), que representou o presidente Renato Greidanus, Eric Bosh (Capal) e Frans Borg (Castrolanda), discorreram sobre o pioneirismo e a fase contemporânea do cooperativismo, lembrando a criação da primeira cooperativa em Carambeí, para o incremento da produção de leite e a fabricação de manteiga e queijo.

Os avanços da pesquisa em tecnologia agropecuária, dentre os quais se destacam o plantio direto e a transferência de embriões para aumentar os índices de produtividade da soja, especialmente, e apurar a especialização do rebanho leiteiro, conhecidos atualmente no Brasil e em outros países, são resultantes do trabalho da instituição de pesquisa mantida pela Fundação ABC. 

O diretor do Parque Histórico de Carambeí, Dick Carlos de Geus (um dos sobrenomes mais antigos da Holanda), falou sobre a iniciativa destinada a perpetuar a memória histórica da imigração, mostrando aspectos do projeto que resgata a ambientação típica da primeira colônia e o museu montado com objetos antigos doados pela comunidade. O parque já recebeu 115 mil visitantes. De Geus salientou que “a pujança econômica do sistema cooperativista no Brasil, que fatura R$ 32 bilhões anuais, em média, começou em 1925, em Carambeí. E, ainda hoje, trabalhamos com o mesmo entusiasmo, pensando nas futuras gerações”.