Gazin: empresa não cresce sozinha

O empresário, Mário Gazin, presidente e fundador do Grupo Gazin, atualmente a décima-terceira maior rede de varejo do País e eleita a melhor empresa para trabalhar no Paraná pela organização Great Place to Work, também convidado a falar no Líder Sul, lembrou que opinião de Ozires Silva tornou-se ação no conceito de Empresa 3.0 aplicado pelo grupo.

“Esta é a tendência do mercado. A empresa hoje não cresce sozinha, ela desenvolve também os seus colaboradores por meio do incentivo ao intraempreendedorismo, não esquece a comunidade onde está inserida, cuida do meio ambiente por meio da gestão de seus resíduos e gera riqueza para o País”, complementou.

O empresário destacou, ainda, a importância do colaborador empreendedor dentro das empresas. “Esse profissional todo mundo quer em sua equipe. Ele sabe aonde quer chegar, pensa no negócio de maneira global, é líder e se preocupa com todos. É diferente do funcionário comprometido que traz resultados, mas que trabalha por si”, comentou. 

O empresário deu ainda algumas dicas para aquele que quer começar um negócio. “Empreendedor, seja persistente, comprometido e invista em sua empresa. Viva, respire as metas definidas e você chega lá”.

Empresários abordam oportunidades

O evento contou também com importantes executivos que participaram dos painéis sobre inovação, associativismo e sustentabilidade. Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira Rio, trouxe sua experiência de empreendedor, lembrando que “o empreendedor de sucesso é um propulsor do desenvolvimento. Onde houver empreendedores arrojados e corajosos o município vai bem e cresce”, afirmou. Segundo o empresário, o Brasil precisa de novas lideranças para tocar o País e os jovens devem tomar a frente dessa tarefa. “É preciso incentivar aqueles que fazem e produzem. Os jovens são comprometidos, mas é fundamental ter consciência dos seus deveres sociais individuais colocando o trabalho em primeiro lugar, com o objetivo de ser o melhor no que faz”, revelou.

Benyamin Parhtam Fard, diretor administrativo da Biovita Consultoria Ambiental ressaltou o grande mercado potencial de resíduos sólidos urbanos. Esses resíduos podem gerar energia se utilizada a tecnologia de incineração. “Hoje mais de 50% das cidades ainda utilizam os aterros sanitários como destino do lixo. Só que este tipo de recurso polui o meio ambiente, contamina pessoas e ainda, nos dias de hoje, não são suficientes para dar vazão a todos o resíduos produzidos pelas grandes cidades. O uso do lixo para gerar energia é um grande negócio já utilizado nos Estados Unidos e, em boa parte dos países da Europa”, acrescentou. A combustão do lixo gera vapor que pode movimentar indústrias e até cidades. É um processo limpo e controlado, podendo diminuir o volume de lixo orgânico em até 90%.

O presidente da Volvo Construction Equipment Latin America, Yoshio Kawakami, baseou-se no tema principal do evento para desenvolver seu pensamento. “Queremos um país que respeite o cidadão, que eduque, desenvolva e empreenda. Os empresários e empreendedores precisam ser valorizados. Somos aliados do sistema, geramos empregos, riquezas e fazemos a máquina funcionar”, finalizou.