Greve: ACP estuda medidas para salvaguarda dos empresários

A Associação Comercial do Paraná, preocupada com os eventuais prejuízos que a greve dos bancários possa estar causando à classe empresarial, estuda medidas judiciais a serem tomadas em defesa de seus associados. “Não estamos julgando se são justos ou não os motivos dos bancários. Mas, o empresariado não pode sofrer problemas em função do não funcionamento dos bancos”, disse o presidente da ACP, Edson Ramon.

No dia 29 do mês passado, a entidade havia enviado ofícios ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e ao secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, solicitando que, em função do movimento paredista fossem prorrogadas as datas de vencimento dos recolhimentos e pagamentos que deveriam ser feitos nos dias em que a greve persistir, sem a cobrança de multas e correções monetárias, para “não causar prejuízos ao empresariado impossibilitado de cumprir suas obrigações por motivos alheios à sua vontade”. A entidade lembra que muitas empresas, especialmente as micro e pequenas, se utilizam apenas das agências bancárias para saldar seus débitos.