Hauly revela que 20 grupos investirão no Paraná

Devido ao aumento de competitividade em relação a outros estados, por meio do Programa Paraná Competitivo, há mais de cem empresas, desde a agroindústria até a tecnologia mais avançada, interessadas em investir no Paraná. Destas, mais de 20 já se definiram pelo estado. O anúncio foi feito, no início da noite de quarta-feira (15), na Associação Comercial do Paraná (ACP),  pelo secretário estadual da Fazenda , Luiz Carlos Hauly, durante reunião com empresários promovida pelo Conselho Político da entidade.

Na oportunidade, o presidente da ACP, Edson José Ramon, enalteceu o acerto do governador Beto Richa na escolha de Hauly para responder pela pasta, com a missão de harmonizar  a gestão fiscal com o fomento do estado. Dizendo reconhecer que não é tarefa fácil conciliar redução de gastos, formação de poupança para investimentos e desonerar o empresariado, acrescentou que “entendemos  que o senhor  tem condições de imprimir uma política fiscal adequada, sem onerar o setor produtivo, a fim de atrair investimentos para o Paraná”.

Ramon ainda pediu ao secretário, “mesmo que isso extrapole as funções de sua pasta”, uma proximidade maior com líderes sindicais para debater a questão das greves e “sensibilizá-los sobre a importância de prevalecer o bom senso nas negociações trabalhistas, evitando greves perniciosas e prejudicais para a manutenção e, mais ainda, para a atração de investimentos para o estado”.

O secretário reconheceu que isso realmente pode ser um entrave no momento do empresário decidir investir no estado, ao acrescentar que é preciso envolver todos os agentes a fim de evitar a repetição da radicalização dos movimentos. “Isso, realmente, pode espantar os investidores que querem vir para o Paraná, o que pode representar a perda de bilhões de reais em investimentos”, ponderou. 

 Hauly afirmou ainda que o Paraná Competitivo representa a soma de 30 anos de experiência do Paraná, visando dotar o estado de todos os atrativos para ter sucesso no esforço de atrair investidores, em benefício da sociedade paranaense. “Por exemplo, adequamos o incentivo para a atração de investimentos,  postergando o recolhimento do ICMS, ou seja, sem renúncia fiscal”, ilustrou.

Dentre os esforços desenvolvidos pelo governo para aumentar a arrecadação, Hauly destacou que a Receita Estadual está fechando o cerco às maiores empresas paranaenses, com o objetivo de cobrar os grandes devedores do estado, além, é claro, de estudar incentivos fiscais especiais para cada ramo da economia. Ele lembrou que o Paraná convive com uma anomalia que precisa ser eliminada: participa com 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas arrecada apenas 5,4%.

Como problemas que ainda comprometem o equilíbrio financeiro, o secretário citou a criação, em 2010, de meio bilhão de reais em despesas permanentes, entre outras medidas adotadas pelo  governo passado, como a concessão de R$ 600 milhões em créditos de ICMS e a antecipação de receita em R$ 40,7 milhões. Mas  garantiu que “a administração está fazendo um grande esforço para recuperar a saúde financeira do estado. Acreditamos que os próximos anos serão de muito investimento e desenvolvimento para o Paraná”.

Presentes

Do encontro com o secretário Hauly, participaram o vice-presidente da ACP e coordenador do Conselho Político da ACP, Marco Antonio Peixoto, os ex-presidentes da entidade Ardisson Naim Akel, atual presidente da Junta Comercial do Paraná, Jonel Chede, presidente do Movimento Pró-Paraná, Avani Slomp Rodrigues, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empresária da CACB, e Marcos Domakoski, vices-presidentes e diretores da Casa, entre outros. 

Créditos: Felipe Rosa 

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