Homenagem aos 117 anos de morte do Barão do Serro Azul

Nesta sexta-feira (20/05), comemoram-se 117 anos da morte de Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. Fundador da Associação Comercial do Paraná (ACP) e um dos únicos paranaenses a figurar entre os Heróis da Pátria, a data será lembrada durante uma solenidade In memoriam, às 11 horas, na Praça Miguel Couto, a pracinha do Batel, onde há um busto do Barão, cujo terreno foi doado pela família para a construção do espaço público entre a continuação da Avenida Batel — Rua Bispo Dom José e Rua Gonçalves Dias, no bairro Batel. Em 1894, Correia foi executado a tiros a mando do General Éwerton de Castro, então comandante do Distrito Militar de Curitiba, no período da Revolução Federalista.

Por mais de 40 anos, o Barão de Serro Azul foi considerado traidor e seus atos banidos da história oficial do Paraná. Mas a partir de 1940, quando houve o resgate da memória do Barão, ficou evidente o equívoco orquestrado por artimanhas de líderes políticos contrários aos ideiais abolicionistas e humanitários do empresário paranaense, que despertou simpatia junto ao imperador Dom Pedro II.

Membro do partido Conservador, Correia foi presidente interino da Comarca do Paraná (1888), deputado provincial do Paraná (1882) e presidente da Câmara Municipal de Curitiba. No período da Revolução Federalista liderou a Junta Governista do Paraná, após a fuga do general Pego quando da ocupação de Curitiba pelos rebeldes chefiados por João Meneses Dória.

A correção desta injustiça veio com a Lei nº 11.863, de 2008, sancionada pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inscrevendo o nome de Ildefonso Pereira Correia, o Barão de Serro Azul, no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília. O Barão do Serro Azul foi um dos mais bem-sucedidos empresários do setor ervateiro paranaense, destacando-se como o maior exportador de erva-mate e líder mundial na produção da folha.