Lançamento anual do Feirão do Imposto em videoconferência nacional

Transmissão foi acompanhada por lideranças empresariais de 20 capitais brasileiras e marcou, também, o lançamento nacional do movimento A Sombra do Imposto, da Fiep.

O lançamento da edição 2011 do Feirão do Imposto foi acompanhado por lideranças empresariais de 18 cidades paranaenses e de mais 20 capitais brasileiras, por meio de uma videoconferência transmitida da sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), nesta sexta-feira (16). Na ocasião, houve também o lançamento nacional do movimento A Sombra do Imposto, iniciado da Fiep. Os dois projetos têm o intuito de mostrar à população a pesada carga tributária que se paga no Brasil.

A conferência foi promovida pela Fiep, articuladora da Sombra do Imposto, em parceria com a Associação Comercial do Paraná (ACP), responsável pelas ações do Feirão do Imposto no estado. De acordo com o presidente eleito da Fiep, Edson Campagnolo, a união do maior número possível de entidades em torno do tema é fundamental para exigir mudanças no sistema brasileiro. “Fazemos questão de registrar que A Sombra do Imposto nasceu na Fiep, mas é um movimento do qual não pretendemos ter a paternidade. Ele está aberto a todas as entidades e é a nossa união que levará à reforma tributária”, afirmou.

Já o presidente da ACP, Edson Ramon, reiterou a importância de eventos desse cunho para despertar a conscientização e indignação da sociedade em relação ao que se paga de impostos todos os anos. Segundo ele, “o que queremos é uma justiça fiscal. Hoje percebemos que a arrecadação avança apenas no bolso do cidadão, comprometendo a renda tanto da pessoa física quanto jurídica”.

O coordenador do Conselho de Jovens Empresários da ACP e também coordenador estadual do Feirão, Monroe Olsen, lembrou das ações que ocorrerão neste sábado (17), em 27 cidades do Paraná. Conforme afirmou, serão montadas tendas com exposição de produtos e indicativos da porcentagem de impostos que incidem sobre eles, na intenção de conscientizar a população a cobrar dos representantes políticos uma simplificação tributária e redução do fisco.

Durante o evento, houve ainda uma palestra com o gerente- executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, que falou sobre como a carga tributária brasileira afeta a competitividade das empresas no país. Segundo o economista, a injustiça fiscal tem três dimensões principais: a carga tributária excessiva; a maneira desigual com que ela incide sobre diferentes segmentos produtivos; e a tributação regressiva na sociedade, que cria desigualdades entre contribuintes.