Líder do governo no Legislativo participa de reunião na ACP

Deputado comprometeu-se a levar questionamentos ao governador Beto Richa

O deputado estadual Ademar Traiano, líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado, esteve na Associação Comercial do Paraná (ACP), na manhã desta terça-feira (4), para participar de uma reunião do Conselho Político da casa. Na ocasião, o parlamentar foi questionado a respeito do curso das negociações com as concessionárias que administram as rodovias pedagiadas do Paraná e, entre outros assuntos, o que mudou com a criação do movimento “O Paraná que Queremos”, formulado por entidades representativas de classes e sociedade civil organizada em busca de maior transparência na gestão pública estadual.

De acordo com ele, as medidas adotadas pela nova diretoria da Assembleia Legislativa vão ao encontro das propostas do movimento, inclusive no que diz respeito à economia de recursos públicos. Segundo Traiano, a meta da mesa executiva para este ano é devolver R$ 50 milhões aos cofres públicos, em recursos não utilizados, para serem aplicados em outros setores da administração mais carentes de investimentos. O parlamentar afirmou, ainda, que a proposta de modernizar o Legislativo e adotar práticas transparentes mais efetivas será seguida todos os dias da nova gestão e que “essas mudanças foram fruto de uma pressão popular”.

Questionado pelo presidente Edson Ramon sobre o andamento das tratativas do pedágio e sobre a possível instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos de concessão de rodovias, o deputado afirmou ser contra a criação da comissão porque “ninguém quer negociar sobre pressão”. Na opinião do parlamentar, a melhor solução para a questão é o constante diálogo com as concessionárias, na tentativa de encontrar soluções práticas e eficientes de resolver os atuais problemas rodoviários do estado. Traiano defende, ainda, que “a instalação de uma C.P.I é prejudicial para qualquer negociação”.

Já o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Hélio Bampi, afirmou que o essencial para acabar com os impasses do pedágio no Paraná é realizar um estudo técnico-econômico dos principais gargalos do estado e agir pró – ativamente tentando desamarrar os contratos feitos com as companhias. Para Bampi, “é necessário abrir os contratos e esclarecer todos os valores envolvidos primeiro, para daí tentar uma saída”.

Insatisfação

Recentemente, a ACP encomendou uma pesquisa nas principais praças de pedágio da Região Metropolitana de Curitiba e constatou que 98% dos usuários das rodovias estão insatisfeitos e querem obras. “Fala-se em preço alto da tarifa, mas fala-se muito mais na falta de obras e investimentos”, ressaltou Ramon.

A dragagem do Porto de Paranaguá também foi abordada durante o encontro com o deputado, como um dos fatores fundamentais para a continuidade do desenvolvimento econômico do estado. Traiano garantiu, também, que essa é mais uma das obras que devem ser antecipadas pelo governo do Paraná. “Beto Richa quer uma solução imediata para este problema que vem se arrastando há anos. O Porto é a menina dos olhos do Paraná”, disse o líder do governo.

Ainda de acordo com Traiano, em breve deve chegar à Assembleia Legislativa mensagem do Executivo regulamento as Parcerias Público Privadas (PPPs). Ele destacou, ainda, a implementação da Agência de Desenvolvimento Estadual, considerada promessa de grandes avanços no desenvolvimento futuro do Paraná. “Todas as sugestões, questionamentos e colocações feitas pelos empresários serão repassadas ao governador Beto Richa. A intenção é buscar o bom entendimento entre o governo e as entidades representantes de classes e a busca de parcerias concretas para que não se percam investimentos e investidores para o Paraná”, afirmou o parlamentar.

Agência Reguladora

O vice-presidente da ACP, Sinval Zaidan Machado, lembrou do projeto de criação de uma agência reguladora de serviços públicos do estado, que funcionaria como fiscalizadora dos gastos nos setores de energia, saneamento e portos, além das concessões de pedágio, afirmando que a sociedade também quer ajudar na vistoria. Segundo ele, “a população quer participar ativamente das decisões para, inclusive, ajudar na administração estadual”.