Mutirão para renegociação de dívidas chega aos últimos dias

Negociações possibilitam parcelamento, isenção de juros e, em alguns casos, descontos de até 80%

O primeiro mutirão Acertando suas Contas realizado em Curitiba acaba na próxima terça-feira (30) . A campanha é promovida pela Associação Comercial do Paraná (ACP), em parceria com a Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e proporciona aos consumidores a oportunidade de renegociar as dívidas diretamente com os credores. Só na primeira semana o movimento no setor de serviços da ACP praticamente dobrou, saltando de 4.209 para 8.017 atendimentos.

Até a fim do mutirão mais de 20 mil pessoas devem passar pelos postos de atendimento de bancos, financeiras e redes de varejo instalados no prédio da ACP (rua Presidente Faria, 101).

A campanha também disponibilizou um posto de atendimento móvel que está percorrendo os principais pontos da cidade. Nesta quinta-feira (25) o carro atende na Rua da Cidania do Portão e sexta (26) na Praça Carlos Gomes. De acordo com o gerente de cobrança do banco HSBC, Marcos Polimeno, o mutirão superou as expectativas e já pode ser considerado um grande sucesso. “As pessoas vem até a gente com o intuito de quitar as dívidas e em contrapartida oferecemos boas propostas. A condição vai depender do valor, do tempo e da forma de pagamento do débito. Em alguns casos, nos quais o pagamento é efetuado à vista, os descontos podem chegar a até 80%”, conta.

Se nas instituições bancárias os valores ultrapassam facilmente a marca de R$ 15 mil reais, no varejo algumas dívidas beiram os R$ 100. A representante da Multiloja Josielen Cristina Lima atendeu dívidas de R$150 a R$ 3 mil e diz que muitos registros são causados por terceiros. “Recebi muitas pessoas que emprestaram o nome para parentes e amigos e cheguei a parcelar um valor em 12 vezes de R$ 34,50”. Josielen também alerta para uma fórmula recorrente entre os inadimplentes, a prescrição das dívidas. “Em cinco anos os registros são retirados dos bancos de dados, mas a loja gera um histórico que pode barrar novas parcelas”.