Pesquisa indica intenção de investimentos para a Copa 2014

Empresários pretendem dinamizar áreas vitais do comércio, indústria e serviços

Levantamento realizado em conjunto pela Associação Comercial do Paraná (ACP), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e Fecomércio, demonstrou que até o presente momento dentre os empresários que responderam o questionário encaminhado pelas três entidades classistas, apenas 22% realizaram algum investimento em suas atividades com vistas à Copa do Mundo de 2014.

Em torno de 70% dos empresários inquiridos investiram até R$ 100 mil, ao passo que 15% se situaram entre R$ 101 mil e R$ 300 mil, 8% entre R$ 301 mil e R$ 499 mil e 8% acima de R% 500 mil. O levantamento apontou também a intenção de mais 22% dos empresários em realizar investimentos mais a frente, variando as cifras entre R$ 100 mil (78%) e R$ 500 mil ou mais (6%). As fontes previstas para a garantia dos investimentos são o financiamento bancário (47%), recursos próprios (43%) e recursos públicos (10%).

Os investimentos previstos para a Copa estão concentrados na capital e região metropolitana (63%), em outros municípios (27%) e até em outras regiões do país (10%), aplicados em máquinas, equipamentos e/ou insumos (45%); comércio e serviços (26%); capacitação profissional (22%) e pesquisa, desenvolvimento e inovação (7%). Os empresários consultados para a pesquisa não relataram a intenção de investir na área de infraestrutura para turismo.

Os empresários responderam afirmativamente (65%) quanto à contratação de novos funcionários em face dos investimentos já feitos ou por fazer, destacando-se o fato de que a maioria das empresas (22%) manifestou interesse em contratar pelo menos dois empregados, seguindo-se a intenção de contratar quatro funcionários (20%) e um funcionário (15%).  

 Segundo os organizadores, os critérios de significância estatística foram obtidos a partir de amostra aleatória decorrente da heterogeneidade dos empresários que preencheram os questionários disparados via internet. Entretanto, a amostragem terá validade para investigações futuras, nas quais uma pesquisa primária in loco venha a ser combinada com outros instrumentos de coleta.