Samek fala sobre sistema energético e desenvolvimento

Brasil tem o maior potencial hidráulico do planeta

O diretor geral da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek, no cargo desde 2002, foi recebido por Edson José Ramon, presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), nessa segunda-feira, 28, onde participou da reunião do Conselho Político da instituição, coordenado por Marco Antonio Peixoto. Em ampla exposição, Samek justificou a continuidade da exploração do potencial hidráulico abundante no País, reiterando “que em nenhum outro país existe esse potencial de utilização de energia limpa”.

Referindo-se especificamente às reservas de petróleo do pré-sal, Samek considerou “impensável que o Brasil substitua a exploração desse imenso potencial priorizando outras fontes como a energia eólica”, como preconizam os ambientalistas.

Itaipu conta com 20 unidades geradoras, cada uma com capacidade de 700 MW, tendo atingido o recorde de produção de eletricidade em 2008, com 94,7 milhões de quilowatts hora (kWh). A geração de Itaipu é responsável por 90% da energia consumida no Paraguai e 20% do consumo brasileiro.

Samek admitiu, no entanto, que o governo deve continuar investindo na experimentação de outras matrizes (solar, eólica, nuclear e térmica, entre outras), embora tenha lembrado que “o custo de produção por kWh dessas matrizes é muito elevado, na maioria das vezes tornando inviável a exploração em grande escala”.

Destacou também o uso do petróleo como fonte de energia, citando estudos que apontam para a predominância do insumo até 2050, salientando a vantagem brasileira com as reservas do pré-sal, além da extraordinária produção de etanol a partir da cana de açúcar. Comparando a potência instalada da Hidrelétrica com a produção termelétrica, Samek afirmou que “seriam necessários 536 mil barris de petróleo para igualar a produção de Itaipu”.

Com a interligação do sistema elétrico nacional, a energia produzida por uma usina é distribuída por uma extensão de 110 mil km de linhas de transmissão. “Dessa forma se consegue compensar as diferenças do regime pluviométrico, permitindo que a energia chegue às regiões que, em determinadas épocas do ano, têm menos chuva”.