Último encontro de trabalho do ano das Câmaras Setoriais

Reunião contou com apresentação de delegados da Polícia Civil sobre operações especiais e crimes cibernéticos

O encerramento das atividades do Conselho das Câmaras Setoriais da Associação Comercial do Paraná (ACP), na noite desta terça-feira (29), foi marcado por um assunto palpitante aos lojistas e empresários que atuam no comércio curitibano: Segurança. Nas palavras do coordenador do Conselho, Camilo Turmina, “é um tema que precisamos entender e estar cada vez mais interessados em discutir”. No encontro festivo, dois delegados da Polícia Civil (PC) foram convidados a falar sobre as operações especiais e sobre crimes cibernéticos, uma nova modalidade de atuação dos golpistas.

O delegado Amarildo Antunes, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), explicou que a Polícia Civil está preparada para resolver qualquer tipo de crime, desde um assalto a banco até uma rebelião em um presídio. Por isso, a população deve sempre solicitar a presença dos policiais em qualquer situação de risco. Segundo ele, “descrição e eficiência são as principais características do trabalho do Cope”. Depois da fala do delegado, alguns policiais encapuzados e munidos com armas de grosso calibre fizeram uma demonstração de como são as operações do grupo.

Já o delegado Demétrius Gonzaga, responsável pelo Núcleo de Combate ao Crime Cibernético da PC (Nuciber), afirmou que a pasta já resolveu mais de 25 mil casos de crimes cometidos pela Internet, sendo o mais antigo grupo a atuar no País na dissolução desses crimes. Os delitos mais comuns, de acordo com ele, são os de desvio de dinheiro de contas bancárias, falsidade ideológica, pedofilia, estelionato e degradação do patrimônio público. “Mas também pode haver formação de quadrilhas e até negociações para tráfico de pessoas na Internet”, ponderou o delegado. “Precisamos acabar com a lenda urbana de que não existe punição para delitos originários da Internet”, completou.

Gonzaga alertou, ainda, sobre a importância de não revelar informações particulares na grande rede. “Se você publica, por exemplo, o local onde trabalha, que horas costuma sair de casa e outros lugares que freqüenta, pode ser uma próxima vítima de seqüestro”, advertiu.

O presidente da ACP, Edson Ramon, parabenizou a atuação do Conselho durante o ano de 2011 e reiterou que uma gestão profícua foi realizada durante os últimos 12 meses na entidade, contando com a participação e colaboração de todos os segmentos da sociedade.