81% dos consumidores esperam que em 2017 a relação entre recebimento e gastos melhore, segundo Boa Vista SCPC

Para as famílias com renda de até três e entre três a dez salários mínimos, cresceu 7 e 5 pontos percentuais, respectivamente, a percepção de piora na relação recebimentos e gastos atuais, em relação ao ano passado

A maioria dos entrevistados (81%) na Pesquisa Perfil do Inadimplente, da Boa Vista SCPC, divulgada pela Associação Comercial do Paraná (ACP), espera que em 2017 a relação entre recebimentos e gastos esteja melhor do que a existente no 4º trimestre de 2016, período no qual o levantamento foi elaborado contendo a participação de consumidores de todo o país. Em dezembro de 2015, esta expectativa foi de 70%, ou seja, o otimismo melhorou em relação a 2017.

Para 46% dos consumidores, a relação entre recebimentos e gastos continuava a mesma em comparação ao 4º trimestre de 2015. Para outros 33% a percepção foi de piora nesta relação, um aumento de 6p.p. (pontos percentuais), contra 27% do 4º trimestre de 2015.

Mesmo com a maioria de homens e de mulheres dizendo que continua igual a relação entre os recebimentos e os gastos atuais em comparação ao ano passado, cresceu de 29% para 34% (5p.p), para os homens, e de 25% para 31% (6p.p.), para as mulheres, a percepção de piora nesta relação.

Para as famílias com renda de até três e entre três a dez salários mínimos, cresceu 7p.p. e 5p.p., respectivamente, a percepção de piora na relação recebimentos e gastos atuais, em relação ao ano passado.

Já o otimismo dos consumidores aumentou na expectativa de que em 2017 a relação entre os recebimentos (salário) versus gastos será melhor, principalmente entre as mulheres, cujo percentual passou de 68% para 83%.

O otimismo também é maior entre os mais jovens. 92% dos que possuem até 25 anos e 86% entre 26 e 35 anos acreditam que a situação financeira (recebimentos versus gastos), será melhor nos próximos 12 meses.

Percepção de endividamento

33% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista SCPC declararam estar muito endividados. 32% consideram-se mais ou menos endividados e 35% pouco endividados. Cresceu 3p.p. o total de consumidores da classe C que declararam estar “muito endividados”. Na classe DE este percentual foi de 43% contra 42% registrados no 4º trimestre de 2015. Na classe B, passou de 32% para 40% o total daqueles que se dizem “mais ou menos endividados”.

O endividamento é maior entre as famílias com renda de até três salários mínimos. Comparado ao 4º trimestre de 2015, o percentual de muito endividados subiu de 36% para 40% nestas famílias. Já entre aquelas com renda familiar superior, o percentual de “muito endividados” caiu. Importante: uma pessoa endividada não está necessariamente inadimplente. Estar inadimplente significa estar com o pagamento de contas atrasado.

Comprar ou não comprar

79% dos consumidores não pretendem fazer novas compras após quitarem as dívidas que geraram a restrição. Percentual igual ao do mesmo período do ano passado e 3p.p. a menos do o 3º trimestre de 2016 (79%). 21% dos consumidores pretendem fazer novas compras, tão logo consigam pagar as dívidas que geraram a restrição. Destes, 48% pretendem comprar o carro zero, seguido por imóveis com 15% das menções.

44% dos consumidores têm como sonho de consumo a compra da casa própria. Em segundo lugar, com 20% das menções, aparece a compra do carro zero. Atualmente, apenas 18% teriam condições de realizar este sonho, mas no futuro, 98% esperam realizá-lo. Apenas 13% dos consumidores estariam preparados financeiramente para comprar a casa própria atualmente. Se pensarem no futuro, este percentual sobe para 85% das menções.

Independente do bem ou serviço que desejam, apenas 20% dos homens e 15% das mulheres se sentem preparados financeiramente para realizar o sonho de consumo atualmente. O sonho de consumo de ter a casa própria é maior entre os consumidores com idade entre 26 a 35 anos, com 56% das menções. Entre aqueles com 56 anos ou mais, além da casa, é ter o carro, com 18% das menções.

Metodologia

A pesquisa Perfil do Inadimplente do 4º trimestre de 2016, elaborada pela Boa Vista SCPC, tem por objetivo traçar o perfil do consumidor inadimplente, observando as causas da inadimplência, as formas de pagamento utilizadas, a intenção de pagamento e o nível de endividamento. A metodologia utilizada foi a quantitativa para realização da coleta das informações, por meio de entrevistas pessoais via questionário estruturado, realizadas no período de 07 a 18 de novembro de 2016, com consumidores que procuraram o atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Ao todo foram entrevistados 1.011 consumidores.

Sobre a Boa Vista SCPC

A Boa Vista SCPC é uma empresa que oferece as melhores soluções para a tomada de decisões sustentáveis de crédito e gestão de negócios, e para prevenção contra fraudes. Sua base de dados contém mais de 350 milhões de informações comerciais sobre consumidores e empresas, e registra mais de 42 milhões de transações de negócios por dia.

É a única empresa que oferece ao consumidor a consulta gratuita de seus débitos pela internet (www.consumidorpositivo.com.br), registrados em seu banco de dados. Também atua no mercado de segurança eletrônica de transações e identificação, provendo serviços de certificação digital.

Está presente em todo o Brasil por meio de escritórios regionais e distribuidores, além da parceria com mais de 2 mil entidades representativas do comércio, da indústria e do setor de serviços. Inovadora e controlada por brasileiros, a Boa Vista SCPC opera também o Cadastro Positivo no País e investe continuamente em tecnologia de ponta para atender à sua crescente carteira de clientes em todo o território nacional.

 

81% dos consumidores esperam que em 2017 a relação entre recebimento e gastos melhore, segundo Boa Vista SCPC