Amigo PME: uma alternativa a mais para o pequeno empresário

Inédito no país, projeto aprovado pela Lei Rouanet vem para ajudar empreendedores a enfrentar os desafios do mundo de negócios

O brasileiro está endividado. Por conta da atual crise econômica que o Brasil está vivendo, milhares de pessoas perderam o emprego e acumularam dívidas ao longo dos últimos meses. Cerca de 73% das pessoas têm uma noção errada do que é ter dívida e apenas 28% admitem que possuem pendências financeiras. Com relação ao nível de endividamento, 40,3% dos brasileiros estão “mais ou menos endividados” e 43,5% não têm condições de quitar dívidas atrasadas.

Neste cenário também encontram-se os empreendedores, sejam aqueles que já possuem o próprio negócio ou até mesmo aqueles que abriram uma empresa em alternativa à crise econômica. Atualmente são cerca de 9 milhões de micro e pequenas empresas no país. É muita coisa! Desse montante, 30% fecham as portas já no segundo ano de funcionamento por conta de várias razões, entre elas, a falta de experiência do empreendedor. Pensando nisso, surge o projeto inédito chamado Amigo PME, que vem para ajudar estes empresários a lidar com os desafios enfrentados na gestão do negócio.

O primeiro projeto de educação financeira voltado ao micro e pequeno empresário do Brasil acaba de ser lançado e vem com o objetivo de provocar uma mudança no comportamento desses empreendedores. Por acreditar que contribuirá para a retomada do desenvolvimento socioeconômico do Brasil com ações de impacto até mesmo na família dos empresários, o Amigo PME conta com apoio da Lei Rouanet, o que reforça ainda mais a importância de seu papel para a sociedade.

A empresa Barigui Companhia Hipotecária, que é de Curitiba (PR) e responsável pelo projeto, reuniu dados dos cadastros feitos com os micro e pequenos empresários cadastrados na carteira de clientes e entendeu que poderia contribuir com este cenário. Foi aí que surgiu o Amigo PME, que trata-se de uma plataforma online que disponibiliza conteúdo e conceitos sobre os desafios de gestão numa abordagem prática e atual.

De forma totalmente gratuita, o usuário se cadastra no site do projeto e passa a contar com todas as pílulas diárias de conhecimento preparadas por profissionais da área de economia e negócios. Muitos destes empresários nem percebem os erros que cometem. São atitudes pequenas, mas que têm grande impacto no negócio deles sendo prejudicial para todos os envolvidos. E esta realidade está presente tanto nas microempresas que já estão há algum tempo no mercado quanto naquelas que surgiram agora como uma alternativa à crise econômica.

“Esses empreendedores respondem por mais de um quarto do PIB nacional (27%), por isso queremos ajudá-los a obter sucesso na vida de empresário com ações que mudem a realidade deles e a forma de administrar o negócio. Precisamos mudar o comportamento deles e fazer com que o negócio gere mais empregos, mais renda e, consequentemente, diminua os efeitos da crise”, explica Maria Teresa Fornea, diretora da Barigui Companhia Hipotecária.

Um dos erros mais comuns, por exemplo, é a utilização de créditos em nome da pessoa física como capital de giro das empresas. As taxas de juros anuais para esse tipo de produtos financeiros estão batendo recordes históricos:  ultrapassando 250% ao ano para cheque especial e  400% para cartão de crédito. Além disso, o prazo para pagamento de juros dessas modalidades de crédito é extremamente curto, o que compromete boa parte do fluxo de caixa mensal para pagamento do serviço da dívida. Isso cria uma bola de neve e inviabiliza qualquer negócio.

Com o Amigo PME o empresário poderá tirar estas e outras dúvidas básicas, mas que, por algum motivo, nunca parou para pensar. “A gestão adequada de quando aplicar no banco, investir na empresa, retirar o lucro ou fazer novos empréstimos é um quebra-cabeça que impacta no futuro do negócio. Por isso criamos o Amigo PME, que conta com estas e outras dicas importantes para que os empreendedores não se percam no caminho. É como se fosse um aliado no dia a dia da empresa”, diz Maria Teresa.

A plataforma do Amigo PME já está disponível para os usuários e espera conseguir captar o máximo de usuários possível ao longo dos próximos meses. Qualquer empresário pode usar a ferramenta, que será alimentada dia após dia com conteúdo exclusivo e elaborado por profissionais experientes da instituição FAE Centro Universitário. Com abordagem amistosa, a plataforma reunirá vídeos, textos e imagem que, juntas, vêm com o intuito de serem o braço direito do empresário nas dificuldades enfrentadas na carreira.

“É preciso reeducar economicamente o Brasil, por isso o Amigo PME tem um papel importante. Por meio dele acreditamos que vamos contribuir, de alguma forma, para a retomada  do desenvolvimento econômico do Brasil. Isso porque o projeto, como um todo, também refletirá na dinâmica das famílias a elas ligadas, mudando uma realidade”, finaliza Maria Teresa.

Para estimular o melhor uso e incentivar os empresários a seguirem as dicas, o Amigo PME irá oferecer uma certificação baseada em resultados, seja por período e por obtenção e conclusão de metas. Este título será tratado como selo de garantia da boa gestão, indicando a saúde financeira do negócio.

 

Lei Rouanet

O Amigo PME é um projeto inédito e vem para capacitar os micro e pequenos empresários a enfrentarem os desafios da vida de empreendedor. Por se tratar de mudanças socioculturais, o Ministério da Cultura entendeu que o projeto pode revolucionar a área de negócios no país trazendo uma alternativa relevante para reeducação financeira. Por isso, o projeto conta com apoio da Lei Rouanet.

 

“O Plano Nacional de Cultura tem por finalidade o planejamento e a implementação de políticas públicas de longo prazo para a proteção e promoção da diversidade cultural brasileira. Diversidade que se expressa em práticas, serviços e bens artísticos e culturais determinantes para o exercício da cidadania, a expressão simbólica e o desenvolvimento socioeconômico do país”, explica Monica Gelbecke, diretora da agência Beats, responsável pela criação e administração do Amigo PME.

Para ter um projeto aprovado pela Lei Rouanet, é necessário que a cultura seja entendida como um espaço de realização da cidadania e da superação da exclusão social, um fator econômico capaz de atrair divisas para o país e, internamente, gerar emprego e renda. Por isso, é preciso estar cada vez mais informado para que seja possível transformar novas realidades. “No caso das empresas, as pesquisas nos mostraram que todas as dificuldades do empresário estão relacionadas com o saber, ou descobrir rapidamente de onde vem o dinheiro e para onde ele vai. Então o Amigo PME vem com este importante apoio do Ministério da Cultura com foco na mudança socioeconômica de um país inteiro”, explica Monica.

 

Sobre o Amigo PME

Em um cenário econômico pessimista no qual o Brasil está inserido, surge o Amigo PME – primeiro programa de educação financeira voltado ao micro e pequeno empresário, aprovado pela lei Rouanet. Inédito no país, o projeto trata-se de uma plataforma online que disponibiliza conteúdo e conceitos sobre os desafios de gestão enfrentados pelos empresários, numa abordagem prática e atual. E o melhor: tudo isso de forma gratuita. O Amigo PME tem o intuito de provocar uma mudança no comportamento desses empreendedores, contribuindo, de alguma forma, para a retomada  do desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Por acreditar que contribuirá sócio-culturalmente com a gestão das empresas, refletindo na dinâmica das famílias a elas ligadas, o projeto, cuja iniciativa é da Barigui Cia Hipotecária, conseguiu o apoio do Ministério da Cultura.

Lançamento do projeto

O Projeto Amigo PME foi lançado nesta terça (29), no auditório da Fae, com a presença dos patrocinadores do projeto e convidados. Representando a ACP, o vice-presidente Gláucio Geara disse durante o discurso de abertura que “em particular, a ACP sente-se gratificada em prestar sua colaboração ao evento, porquanto seu quadro de associados reúne hoje cerca de 30 mil empresas, das quais 70% são micro ou pequenas”. De acordo com ele, a oportunidade da discussão de um tema como a Educação Financeira de Micro e Pequenos Empresários, é mais do que apropriada para o atual contexto econômico, no qual milhares de empreendedores estão encerrando as atividades e demitindo empregados.

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