Arrecadação de tributos pode superar dois trilhões

O chamado impostômetro, dispositivo eletrônico instalado na fachada do prédio-sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), na área central da cidade, atingiu nessa segunda-feira (14), por volta das 16 horas, a importância de R$ 1,9 trilhão de tributos federais, estaduais e municipais arrecadados ao longo do ano de 2015.

O presidente da ACP, empresário Antonio Miguel Espolador Neto, comentou que a estimativa é que o número final da arrecadação supere a casa dos R$ 2 trilhões, quebrando mais um recorde na cobrança de impostos, tributos, contribuições, juros e multas por parte dos três níveis da administração pública (União, estados e municípios). “Em muitos casos”, lembrou o presidente, “o excesso da tributação é um dos fatores que contribuem para inibir a atuação de muitos empreendedores, especialmente micro, pequenos e médios, que sem alternativa acabam fechando as portas”.

Espolador citou a recente pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), segundo a qual mais de 7,5 lojas encerraram suas atividades no Paraná no presente exercício: “A recessão da economia, a inflação e os preços elevados afugentaram os consumidores e, além de adiar indefinidamente a reforma tributária, o governo central insiste na volta da CPMF, que será mais um ônus sobre a atividade econômica”.

Nesse domingo (13) milhares de pessoas foram às ruas de várias capitais e cidades importantes (Curitiba foi uma delas), para participar do protesto “Eu não vou pagar o pato”, organizado pela Federação das Indústrias de São Paulo e Paraná, com o apoio de muitas entidades ligadas ao setor produtivo, entre elas a ACP, alertando o governo sobre os entraves impostos pela elevada carga tributária sobre a produção nacional.

“O protesto serviu para mostrar mais uma vez ao governo que a atual carga tributária é absolutamente sem sentido e que, diante disso, empresários e consumidores se mobilizam para pressionar o Congresso Nacional a votar contra a volta da CPMF”, concluiu o presidente da ACP.