ACP | Associação Comercial do Paraná

Comissão de segurança tem primeira reunião

Durante reunião realizada nesta terça (13) na Central de Comando da Polícia Militar, entre representantes das polícias Militar e Civil e comerciantes, foram dados primeiros passos em direção a uma segurança mais efetiva para o comércio da capital. Apresentando os números de assaltos cometidos contra seus estabelecimentos, os empresários tentam ajudar os órgãos de segurança a delinear perfis de assaltantes, bem como identificar as regiões mais afetadas pelos crimes.

O grupo, que busca incrementar a interlocução entre empresariado e agentes públicos, planeja formar uma rede de contato por meio de um aplicativo de celular, permitindo o envio imediato de imagens gravadas durante os delitos para que as providências sejam tomadas mais rapidamente. 

De acordo com o vice-presidente da ACP, Antônio Miguel Espolador, o comércio tem sofrido com repetidos roubos, porém, a grande maioria das vítimas não registram o boletim de ocorrência, item indispensável para que se torne cada vez mais efetivo o combate ao crime e a adoção de medidas preventivas. Os números da Polícia Civil demonstram que 47% das ocorrências não são registradas, isso cria uma lacuna no processo de mapeamento dos delitos na capital.

Dados colhidos pela segurança da Rede Nissei de farmácias, segundo o chefe do setor, Reginaldo Neto, indicam que o número de assaltos às unidades da rede não diminuiu, mas o número de prisões teve significativo aumento. “É importante destacar que o policiamento à paisana é o responsável por trazer estes resultados positivos”, revelou. Reginaldo informou que somente nos últimos 15 dias já foram feitas oito prisões de criminosos.

A situação gerada pela insegurança também tem ocasionado prejuízos com capital humano para o empresariado. Conforme os comerciantes, muitos empregados pedem demissão, afastamento do trabalho e até entram com ações judiciais para solicitar ressarcimento por danos morais. “Alguns funcionários que tiveram armas apontadas para si durante assaltos hoje estão em depressão”, declarou o superintendente da Rede Multiloja, Geraldo Luiz Gonçalves.