Gloria Alvarez alerta para riscos do populismo

Sistema educacional deve ser reformulado para fortalecer participação política

Da Gazeta do Povo – fotos divulgação

Pela primeira vez no Brasil e em Curitiba, onde iniciou um giro que a levará também a São Paulo e Porto Alegre, para participar do Fórum da Liberdade, a cientista política Gloria Alvarez disse nessa segunda-feira (6), na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), “que se o jovem não se preparar para combater o populismo, seja onde for que ele se manifeste, será transformado num escravo”.

Depois de cumprir a etapa brasileira, Gloria vai falar nesta terça-feira (6) para estudantes das universidades Positivo, Unicuritiba, PUC e UFPR, devendo visitar também a Argentina, Gloria fará conferências sobre os riscos da evolução do populismo em países da América Latina em São Paulo e Porto Alegre.

Glória já esteve em países como o Chile, Bolívia e Venezuela, falando em nome do Movimento Cívico da Guatemala, onde nasceu, sendo  aplaudida e também duramente criticada pelas claras afirmações em defesa da República, que é o foco programático da organização não governamental da qual é uma das lideranças.

Fazendo a apologia do uso da tecnologia, de modo especial as redes sociais “como a ferramenta mais eficaz para a arregimentação dos jovens para a luta política, educacional e cultural”, Gloria lembrou a urgente necessidade “de reformulação do sistema educacional de nossos países porque histórica e filosoficamente somos iguais, nossos problemas são comuns e, por esse motivo, é perfeitamente viável o intercâmbio tecnológico”.

A conferencista internacional, que se tornou conhecida pela divulgação do vídeo da palestra feita em evento realizado há alguns meses em Saragoça, na Espanha, lembrou ainda que o sistema educacional público é contestado “especialmente pelos jovens”, devendo ser reformulado para estimular “a liberdade de expressão e os princípios da justiça social”.

Exemplos de distribuição de bolsas assistenciais pelos governos foram criticados por Gloria, na medida em que não chegam à raiz dos problemas e “não retiram as pessoas da pobreza”.