Jovens curitibanos bem informados sobre rolezinho

Maioria, entretanto, acha que a prática está associada à baderna e violência

Os jovens curitibanos são contra a prática do chamado rolezinho em shoppings, como acontece em São Paulo e Rio de Janeiro, associando a manifestação à baderna e violência. Para eles o lugar indicado para a prática do rolezinho seriam os parques e praças, com muito mais espaço livre e sem atrapalhar quem está trabalhando ou fazendo compras, por exemplo.

Apenas 12% dos jovens entre 15 e 20 anos ouvidos pela pesquisa ACP/Datacenso já participaram de algum rolezinho e 13% concordam com esse tipo de manifestação popular. A informação foi levantada a partir de 200 entrevistas realizadas no último dia 31. A amostra foi dividida entre entrevistados do sexo masculino (49%) e feminino (51%), sendo as faixas etárias distribuídas de forma equilibrada.

Segundo o diretor técnico do Instituto Datacenso, economista Cláudio Shimoyama, “a margem de erro da pesquisa é de 7% com grau de confiança de 95%, sendo considerada satisfatória para análise estatística”.

Na opinião de 53% dos jovens entrevistados, em respostas espontâneas, a prática do rolezinho está associada à baderna, brigas e confusão, ao passo que 41% dos entrevistados afirmaram tratar-se apenas de um encontro entre amigos que pretendem se divertir.

A pesquisa também indicou que 61% dos jovens estão bem informados do que se trata, opinando que o lugar ideal para a manifestação são as praças e parques (54%) e shoppings (35%), havendo também os que afirmam que o rolezinho não deveria ocorrer em lugar nenhum (9%).

Entre os que defendem o rolezinho em parques e praças, a metade assinala que esses locais têm bastante espaço e não causariam problemas a quem está trabalhando ou fazendo compras. Para a outra metade que prefere o rolezinho nos shoppings, a explicação é que os locais são mais conveniente porque oferecem segurança, têm mais opções de lazer, boa acessibilidade e são bem conhecidos pela população.