Pesquisa mostra que comércio volta a ter otimismo

Índice de Confiança do Empresário do Comércio chegou a 143 pontos, superando os 136 anteriores

Durante o mês de julho, ainda como reflexo do mau desempenho registrado em junho (mês da Copa do Mundo), o comércio curitibano sofreu a queda de 5% no movimento de vendas em relação ao mesmo período do ano passado, mas conseguiu superar em 2% as vendas de junho. O dado foi apurado pela sondagem ACP/Datacenso, realizada entre os dias 13 e 15 do corrente mediante entrevistas diretas com 200 comerciantes e 200 consumidores.

A estimativa do setor é que as vendas de agosto tenham um acréscimo de 5% em relação a julho, considerando a virada do semestre e o lançamento de novas coleções, promoções especiais, descontos e liquidações.

Uma das informações relevantes da sondagem é que o índice de confiança do empresário do comércio de Curitiba (ICECC), representado pelo índice de situação presente do comércio e expectativas futuras, alcançou 143 pontos em julho superando o resultado de junho (136 pontos). O economista Cláudio Shimoyama, responsável técnico pela pesquisa, assinalou que “o dado demonstra que os comerciantes curitibanos estão otimistas a curto e longo prazo”.

Trabalho de campo

O trabalho de campo foi realizado por entrevistadores do Instituto Datacenso que aplicaram os questionários a gerentes e supervisores (80%) e sócios proprietários (21%). A amostra ouvida está representada por 78% de microempresas (até 9 funcionários), 19% de pequenas (entre 10 e 49 funcionários), 2% de médias (50 a 99 funcionários) e 1% de grandes (acima de 100 funcionários).

O consumidor médio na cidade de Curitiba, segundo o Datacenso, tem idade variável entre 18 anos e mais de 65 anos, predominando a faixa de 18 a 45 anos com renda familiar mensal entre R$ 1.245 e R$ 6.220. “O valor das compras do consumidor curitibano no mês de julho ficou em torno de R$ 362, superando o valor do mês anterior que havia sido de R$ 350”, revelou Cláudio.

Em julho a maior quantidade de consumidores preferiu comprar a prazo (60%), com leve crescimento dos pagamentos à vista em relação ao mês de junho (22%). Para 43% dos comerciantes o volume de vendas superou o resultado de junho, permanecendo igual para 21% e inferior para 34% deles. Os ramos pesquisados foram os de artigos esportivos, cosméticos e perfumaria, livrarias e papelarias, celular/smartphones, chocolates e outros.