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Plano Diretor de Curitiba revisto é tema de conferência

Associação Comercial do Paraná, por meio do Projeto Centro Vivo, promoveu nessa quinta-feira (7) a conferência Curitiba 2014 – A cidade que queremos, com o objetivo de apresentar o Plano Diretor da cidade com a revisão prevista para esse ano e a necessidade de atualização a cada década. Para fomentar o debate sobre o crescimento e desenvolvimento da capital, participaram do evento o arquiteto e planejador público Miguel Ostoja Roguski, do IPPUC, a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Gina Palladino, e os arquitetos e professores da UTFPR, Yumi Yamawaki e Orlando Ribeiro.

Em seu pronunciamento de abertura o presidente da ACP, Edson José Ramon, disse que uma cidade modelo como Curitiba não pode prescindir de revitalização no atual momento que a cidade atravessa. O Plano Diretor, parte integrante do processo de planejamento municipal, define a função social da cidade e do território urbano, além de organizar o crescimento e funcionamento do município.

Para o coordenador do Projeto Centro Vivo, Jean Michel Galiano, é imprescindível criar as mesmas capacidades para os diferentes indivíduos com o objetivo de equilibrar sua atuação enquanto cidadãos dentro da cidade. O que, de acordo com o coordenador de revisão do novo plano, Miguel Roguski, está previsto no escopo do projeto. Miguel explica que três critérios serão levados em consideração: sustentabilidade – baseada em conjuntos de indicadores como a Agenda 21 -, respeito aos investimentos definidos e “bom-senso baseado em um bem comum”.

Ao apontar os desafios do novo plano para os próximos 10 anos, a arquiteta Gina Ginelli Paladino destacou a utilização dos instrumentos municipais dos quais a prefeitura deverá lançar mão para que o trabalho seja bem-sucedido. “Por meio da legislação e ambiente de negócios deverão ser facilitados os incentivos fiscais, parcerias públicas e privadas e o apoio aos empreendedores”, destacou. Como resultado das ações previstas no plano, Gina provocou o público presente com o questionamento acerca de alguns desafios a serem enfrentados durante a execução das ações do plano, como a preservação da qualidade de vida,  balanço energético e indicadores de sustentabilidade favoráveis, além do ambiente urbano estimulador de soluções inovadoras.

Na parte final da conferência, os arquitetos e professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Yumi Yamawaki e Orlando Ribeiro, ambos com cursos de especialização em gestão urbana, descreveram projetos de recuperação urbana de áreas degradadas nas cidades de Bilbao (Espanha) e São Paulo (Projeto Nova Luz).

Yumi lembrou que a elaboração do Plano Diretor das cidades deve levar em consideração aspectos relevantes como sustentabilidade, patrimônio histórico e cultural, mas especialmente enfatizar a responsabilidade social em relação à população.

Na visão do professor Orlando Ribeiro, tão importante quanto o Plano Diretor, a seu ver um documento normativo, “o que deve ser ressaltada é a validade do planejamento estratégico para auxiliar a gestão política a definir o tipo e os locais das intervenções urbanas e ocupação do território, entre outras atividades”.