ACP | Associação Comercial do Paraná

Presidente da ACP participa de conferência sobre desafios durante a pandemia

O presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina, participou de uma conferência on-line promovida pela agência Brain Inteligência Estratégica, nesta quarta-feira (10/06) com o tema “Impacto e Desafios da Indústria e do Varejo Durante a Pandemia”. Além do presidente da ACP, participaram representantes de grandes empresas nacionais como Alfredo Cruz, do grupo Edson Queiroz, do Ceará, que tem vários campos de atuação como energia, alimentação, comunicações, agroindústria, educação, entre outros e Mateos Raduan, do Grupo Ortobom, de venda e produção de colchões para todo o país. A Brain Inteligência Estratégica procurou apresentar as tendências para o varejo e a indústria após o fim da pandemia e como empresas e associações vão tentando não sucumbir com a crise. A conferência on-line foi conduzida pelos diretores da agência, Marcelo Gonçalves e Guilherme Werner.

A agência apresentou uma pesquisa nacional feita para avaliar os efeitos da pandemia entre comerciantes e consumidores. A pesquisa foi realizada com 1.200 entrevistas e com margem de erro de 3%, sendo 53% de público feminino e 47% de público masculino. Uma das perguntas foi se há medo de ser demitido ou perder a sua atual fonte de renda. 78% dos entrevistados estão preocupados ou muito preocupados com isto. E dentre estes, os mais preocupados são os que estão na faixa de renda entre R$ 2.497,00 a R$ 8.740,00, com 48% do total.

Outra pergunta tratou de como cada um vem observando a crise econômica durante a pandemia. 50% dos entrevistados disseram que ela está pior do que a mídia divulga. O endividamento familiar preocupa 58% dos entrevistados, que acham que ela vai aumentar ou aumentar muito até o fim da pandemia. A pesquisa também apontou que 17% dos entrevistados partiram em busca de renda extra, fora de seu trabalho habitual, sendo que os setores mais procurados foram vendas de roupas e cosméticos e fabricação de máscaras. Sobre a recuperação econômica, os entrevistados da região sul do país acham que ela vai demorar mais de um ano para 79% dos entrevistados.

O presidente Camilo Turmina disse que este seria um bom momento para que mudanças fossem feitas no Brasil, aproveitando as alterações que a pandemia obrigou todos a fazerem. “Tenho defendido que o Brasil precisa deixar de ser um exportador de commodities e passar a produzir com a matéria-prima que exportamos. Continuamos sendo uma ilha de impostos. Pagamos impostos em demasia e muito caros. Muitas indústrias ficam tentadas a abrir sua produção no Paraguai, por exemplo. Tudo isso deveria ser modificado para ajudar na recuperação da economia”, definiu o presidente da ACP.

Por fim, foram definidos alguns itens que devem ser definitivos após o final da pandemia. São eles: – A indústria farmacêutica vinha em queda e agora tende a subir, não só pela pandemia, mas pelo envelhecimento da população;

  • Os varejistas precisarão integrar o canal físico com as vendas on-line mais do que nunca;

  • O varejo deverá trabalhar com espaços menores e mais próximos do consumidor, favorecendo as entregas mais rápidas;

  • Os shopping centers deixarão de ser centros de consumo e se tornarão um centro de experiências e de entregas de produtos;

  • O agronegócio e as indústrias de alimentos vão crescer mais ainda, sendo os setores mais importantes da economia do Brasil;

  • A indústria local voltará a ser importante, pois na pandemia se viu muitos fornecedores ficarem impedidos de atender a demanda;

  • As indústrias, cada vez mais, ficarão perto dos grandes centros consumidores para facilitar a logística de deslocamentos.