Setembro foi ruim para comércio curitibano

A queda de 4% foi pior que a média acumulada do primeiro semestre inteiro

O volume de vendas realizado pelo comércio curitibano durante o mês de setembro acusou, em média, a queda de 4% em relação ao movimento de agosto. “A queda foi maior que a média do primeiro semestre e do ano”, explicou o economista Cláudio Shimoyama, diretor técnico do Instituto Datacenso e responsável pela pesquisa mensal patrocinada pela Associação Comercial do Paraná (ACP). O levantamento ouviu 200 empresários e 200 consumidores entre os dias 1 e 3 do corrente.

Os comerciantes entrevistados – sócios proprietários, gerentes e supervisores – manifestaram expectativa favorável quanto à recuperação das vendas em outubro, estimando o crescimento de 4%.

Segundo a pesquisa, a previsão positiva de vendas está calcada no movimento propiciado pelo Dia das Crianças, lançamento de novas coleções e produtos da estação, investimentos em promoções, descontos e liquidações. Os segmentos com maior destaque de vendas em setembro foram os de brinquedos (9%), móveis e eletros (6%), calçados (6%), artigos esportivos (5%) e farmácia (5%).

Mercado estagnado

A pesquisa mostrou, ainda, que em setembro o volume de vendas a prazo (49%) superou o percentual de vendas à vista (25%), que em agosto havia sido de 59%. Em setembro 73% dos compradores usaram o cartão de crédito como meio de pagamento, superando também o percentual de 68% verificado no mês anterior.

Para 53% dos comerciantes entrevistados o volume de vendas de setembro caiu 4% em comparação com agosto, sendo a queda justificada pela estagnação do mercado, inflação alta, inadimplência e até a instabilidade do clima.

Na comparação entre os exercícios de 2014 e 2013, 40% dos comerciantes curitibanos tiveram desempenho pior esse ano, que foi melhor na avaliação de 30% e igual para 27%. Segundo o economista Cláudio Shimoyama “o fechamento ruim de 2014 para a maioria dos comerciantes se deveu à queda real das vendas, cujo movimento foi atrapalhado pela Copa do Mundo, inflação, endividamento, inverno fraco e mesmo pelo período de campanhas eleitorais”.

A sondagem realizada pelo Instituto Datacenso com 200 empresários aplicou os questionários em microempresas (77%), pequenas (21%) e médias (2%).  A faixa etária predominante dos consumidores consultados varia de 18 anos a 45 anos e a renda média familiar mensal entre R$ 1.245 e R$ 6.220.