Turmina discute combate à pandemia com governo do estado

O presidente Camilo Turmina, da Associação Comercial do Paraná, esteve na tarde desta segunda-feira com o chefe da Casa Civil, Guto Silva, para tratar de questões relativas ao combate à pandemia da Covid-19. Turmina também se encontrou com o secretário de Saúde, Beto Preto, e com Henrique Domakoski, superintendente de Inovação do Paraná.
Turmina saiu satisfeito do encontro, “pois ficou claro que o governo entende que o problema das aglomerações não está no comércio e que muitas empresas não suportariam novo lockdown. Firmamos compromisso de que sociedade civil organizada e poder público busquem conjuntamente soluções em defesa da vida e da economia”.
COONTRA O LOCKDWN
Na semana passada, a ACP enviou ao governador Ratinho Jr. e ao prefeito Rafael Greca correspondência na qual afirma que “seguidos lockdowns têm levado negócios à falência e ao fechamento de milhares de vagas de trabalho sem resultados efetivos no controle da pandemia”.
A adoção de rodízio no funcionamento de comércio e serviços seria uma forma de reduzir a circulação de pessoas e garantir o isolamento social que os lockdowns não conseguiram garantir até agora.
“O rodízio está baseado nesta ideia: menos pessoas nas ruas, nos ônibus, nas lojas nos supermercados. Mas é preciso o comprometimento de todos, que o empresário colabore, a população seja responsável e as autoridades fiscalizem de forma efetiva. Entendemos que somente com distanciamento teremos maior eficácia no controle da pandemia”, destaca Turmina.
Para o dirigente, é preciso rigor no cumprimento das normas de ocupação dos espaços. Conforme definido pela prefeitura já em abril do ano passado, “o critério básico é que a capacidade máxima nos locais seja de uma pessoa a cada 9 metros quadrados. Isso significa que uma área de 270 metros quadrados, por exemplo, não poderá abrigar mais de 30 pessoas ao mesmo tempo, incluindo funcionários e usuários”.
“Não podemos concordar com o “fecha tudo”. Isso não resolve a pandemia, só mata as atividades econômicas e acaba com o emprego. A pandemia exige bom senso para salvarmos vidas e negócios”, finaliza o presidente da ACP.

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