ACP | Associação Comercial do Paraná

Vendas de Natal deverão crescer apenas 3% em Curitiba

Fraco desempenho da economia e retrospecto ruim no ano minam a confiança dos comerciantes

A expectativa de vendas motivadas pelo Natal desse ano no comércio de Curitiba terá incremento de 3% sobre o movimento de 2013, embora com a queda de um ponto percentual em relação à estimativa de novembro, que havia sido de 4%. Nesse mesmo período do ano passado, o percentual de crescimento das vendas natalinas foi de 7%. Os números foram levantados pela pesquisa ACP/Datacenso, que realizou 200 entrevistas com comerciantes e número igual de consumidores entre os dias 1 a 3 de dezembro.

Com a inflação acumulada em 6,3% e depois de um ano marcado pela instabilidade econômica e ínfimo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), os comerciantes de modo geral mostram-se menos confiantes do que no ano passado. Para justificar a reduzida expectativa de aumento das vendas, o comércio continua acreditando na tradição e motivação que os clientes sempre sentem nesta época do ano para dar presentes de Natal a mães, esposas, filhos e outros parentes.

A pesquisa confirma a expectativa do comércio, tendo em vista que 90% dos consumidores ouvidos pelos entrevistadores do Instituto Datacenso revelaram a intenção de presentear até três pessoas com o gasto total de R$ 291 (média de R$ 97 por presente). No ano passado o gasto por presente foi de R$ 128.

Preferências

As preferências indicadas pelos consumidores foram vestuário/acessórios (56%), brinquedos (36%), calçados (12%), utilidades domésticas (6%), perfumes (4%), celulares/smartphones (4%) e eletroeletrônicos (3%), entres outras opções.

A forma escolhida de pagamento pela maioria de consumidores (60%) continua sendo o cartão de crédito parcelado e à vista. Para reforçar as vendas os lojistas estão lançando mão de promoções de produtos, descontos para pagamento à vista, sorteios e distribuição de prêmios.

Em relação à contratação de funcionários para o final de ano, 54% dos comerciantes entrevistados não pretendem aumentar o quadro de colaboradores. Do percentual de 46% disposto a contratar, 11% serão empregados efetivos e 89% temporários.