Vendas de Natal em Curitiba tiveram fraco desempenho

 

Resultado repetiu o movimento desanimador das datas especiais para o comércio varejista

 

Com a queda nominal de 5% nas vendas natalinas — 15,7% de queda real corrigida pela inflação estimada em 10,7% — o comércio varejista de Curitiba teve em 2015 o pior desempenho do período, desde o início da série de pesquisas ACP/Datacenso. Em 2014 já havia sido detectada a queda nominal de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior (2013).

O levantamento foi realizado pelo Instituto Datacenso entre os dias 28 e 29 de dezembro, que ouviu 200 comerciantes (73% gerentes e supervisores e 27% sócios ou proprietários de microempresas (69%), pequenas (21%) e médias (6%). Foram entrevistados também 200 consumidores (71% mulheres e 29% homens) entre as faixas etárias de 18 anos a mais de 65 anos de idade – a amostra predominante de 30% entre os 26 e 35 anos – e renda média mensal familiar entre R$ 1.245,00 e R$ 3.110,00.

Para 48% dos empresários ouvidos pela pesquisa o movimento de Natal foi inferior ao registrado em 2014, igual para 27% e superior apenas para 23% dos entrevistados pelo Instituto Datacenso. “A conjuntura econômica adversa, a taxa de inflação, os juros elevados, o nível de endividamento da maioria das famílias e o desemprego foram as alternativas mais citadas pelos comerciantes para justificar o péssimo desempenho do comércio natalino em 2015”, comentou o diretor do Datacenso, economista Cláudio Shimoyama.

Mais da metade dos comerciantes procurou alavancar as vendas mediante promoções especiais de produtos, sorteios e distribuição de brindes aos clientes, mas a maioria (65%) não contratou mão de obra suplementar para atender a demanda do final de ano, que conforme o esperado acabou não acontecendo.

Com relação a 2016, 47% dos comerciantes se mostraram preocupados (15 pontos percentuais a mais que em 2014), 17% acreditam em novas oportunidades e 4% estão desanimados. “O aspecto positivo é que a parcela razoável de 32% dos empreendedores está confiante e entusiasmada com a recuperação em 2016”, assegurou Shimoyama.

O consumidor na hora de decidir pelos presentes deu preferência a roupas (62%), brinquedos tradicionais (35%) e calçados (30%), sendo o valor médio gasto por presente de R$ 81,00. A maioria presenteou até três pessoas (filhos, pais, netos e sobrinhos pela ordem), gastando um total de R$ 243,00. Em 2014 o gasto médio para três presentes havia sido de R$ 285.00