A venda do HSBC

Diante das notícias insistentemente veiculadas sobre a venda do Banco HSBC no Brasil, a ACP vem a público externar suas preocupações com a repercussão desse fato em todo o país, e, em especial, no Estado do Paraná.

O Banco HSBC veio para o Brasil na década de 90 sucedendo o Banco Bamerindus no Brasil, empresa genuinamente paranaense, que tinha sua sede em Curitiba. O HSBC manteve durante todos esses anos o seu Centro Administrativo em nossa capital, preservando milhares de empregos no Paraná.

O HSBC é uma das maiores empresas que atuam em nosso Estado, e como tal, importante na geração de empregos, tributos e renda no Estado do Paraná.

A venda do HSBC para outro banco brasileiro implicará, com certeza, na desativação do Centro Administrativo em Curitiba, com a perda de mais de 6.000 empregos diretos. Igualmente, serão fechadas centenas de agências em todo o Brasil, desalojando milhares de trabalhadores em praticamente todos os Estados brasileiros.

Sem sucessor para os seus ativos, a incorporação do HSBC por outro banco nacional implicará em maior concentração do mercado financeiro e todas as consequências indesejadas da redução da concorrência. Os prejuízos aos consumidores, correntistas e à economia nacional serão incalculáveis.

Desta forma, é necessário e prudente que a venda de um banco desse porte seja monitorada pelas autoridades financeiras nacionais, e que haja preferência por um adquirente internacional, mantendo a saudável concorrência, trazendo novas tecnologias e centralizando suas operações no Paraná, o que preservaria milhares de empregos.

A Associação Comercial do Paraná acredita ser possível trilhar asse caminho, pois o Brasil é um excelente mercado para Bancos, cujos players exibem lucros expressivos, recolhendo impostos vitais para a economia das cidades, dos Estados e da União.

Antonio Miguel Espolador Neto

Presidente da ACP