ACP participa do esforço pela preservação do HSBC

A federalização do banco HSBC como alternativa à permanência do banco no Paraná foi discutida nesta quarta (9), no Espaço Cultural e Esportivo dos Bancários em Curitiba ,durante evento organizado  pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. Para debater o assunto, o economista,  professor e diplomata, Adriano Benayon, esteve presente e falou aos profissionais presentes.

Para Benayon, o Paraná precisa dar exemplo de ação com relação à sua luta e não deixar que ideologias políticas nem mesmo distrações quanto a escândalos de corrupção que vêm sendo deflagrados no país prejudiquem o foco no processo. “A federalização depende de lei, mas para isso é preciso que o maior número de pessoas que considerem a ação importante, una forças e atue junto ao Congresso e Presidência da República para a luta ganhar amplitude”, disse.

Caso o HSBC seja vendido para outro banco brasileiro, haverá risco de desativação do Centro Administrativo em Curitiba, com a perda de mais de 6.000 empregos diretos. Igualmente, serão fechadas centenas de agências em todo o Brasil, desempregando milhares de trabalhadores em praticamente todos os Estados brasileiros.

O vice-presidente da ACP, Odone Fortes Martins, representando no evento o presidente Antonio Miguel Espolador Neto, defendeu a federalização como solução possível para que o banco passe a cumprir seu papel social em benefício das pequenas e médias empresas no Paraná. “Hoje não se tem uma instituição financeira que cumpra o papel de dar maior apoio ao nicho de micro e pequenas empresas, diga-se de passagem, o setor gerador de grande parte da renda do Estado”, lembrou.

Odone ressaltou a necessidade de congregar na luta pela preservação do HSBC, todas as forças políticas do Estado e do município de Curitiba, além dos empresários e trabalhadores, propondo alternativas viáveis para evitar a perda de aproximadamente  R$ 100 milhões anuais de receita somente na capital.

De acordo com a coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados do HSBC, Cristiane Zacarias, a saída do HSBC do Brasil implicaria em mais de 20 mil trabalhadores desempregados. “A federalização seria uma forma de levantar a bandeira da responsabilidade a respeito do processo de facilitação da sua vinda para o Brasil, onde lucrou milhões, não podendo agora simplesmente deixar o país levando todo dinheiro que recebeu”, disse. Cristiane alegou que a comissão questiona os balanços negativos apresentados pelo HSBC “enquanto os demais bancos têm faturado bilhões”, advertiu.