ACP, FACIAP e Entidades da Região Metropolitana debatem as medidas do Governo

Turmina propõe ações conjuntas contra a lotação nos ônibus

Associações Comerciais de toda a região metropolitana de Curitiba participaram na tarde desta sexta-feira 03/07 de uma reunião online com a ACP e a Faciap. Foram discutidos os decretos do governo sofre o fechamento do comércio e as regras para uso do transporte coletivo. O encontro foi aberto por Marco Tadeu Barbosa, presidente da Faciap, e por Camilo Turmina, da ACP.

Turmina informou que ACP contestou a decisão do poder público de permitir que ônibus circulem com mais passageiros em plena pandemia – o governo estadual liberou ônibus na Região Metropolitana com até 65% da capacidade; em Curitiba, prefeitura autorizou 50%. A decisão inicial, defendida pela ACP, era de se permitir apenas passageiros sentados. Pouco antes deste encontro, a entidade encaminhou notificação ao Ministério Público com pedido de providências.

”Num momento em que o governo alerta para o crescimento da pandemia e manda fechar quase tudo, é inadmissível que permita lotações dentro dos ônibus”, observou Turmina, propondo aos presidentes das entidades que negociem com seus associados a troca do vale transporte por dinheiro, estimulando assim o uso em grupo de aplicativos de transporte e caronas. “Que a população procure não circular entre as cidades. Que fique em casa sempre que possível, que prestigie o comércio local”.

A proposta teve o apoio das entidades. O presidente da Associação Empresarial de São José dos Pinhais, Sidnei Nascimento, disse que o fechamento do comércio não vai adiantar nada se não suspender o transporte público. Já o presidente da Associação Comercial de Contenda, Ary Alberti, criticou o decreto do governo estadual, porque cidades com realidades distintas deveriam ter tratamento diferenciado.

O presidente da Faciap (Federação das Associações Comerciais do Paraná) comentou que este é um momento difícil para as entidades empresariais, pois tanto a saúde quanto a economia devem ser preservadas. Ele observou que as entidades não foram ouvidas sobre as regras do decreto que fechou o comércio. “Nós da Faciap, por exemplo, só fomos avisados posteriormente dos detalhes. Algumas coisas são válidas, mas o fechamento de tudo não teve nossa concordância”.

Camilo Turmina finalizou destacando que o momento exige a união de todas as lideranças na busca de soluções. “Temos que estar unidos para dialogar com o poder público, mas também para criticar e contestar quando for necessário”.