ACP pede rigor contra lotação nos ônibus e terminais para evitar fechamento total do comércio

O presidente da ACP, Camilo Turmina, afirma que o setor do comércio está consciente da gravidade da pandemia em Curitiba, com risco real de falta de UTIs, caso a curva ascendente não seja controlada, e pediu rigor nas medidas para acabar com a lotação no transporte coletivo.

Para Turmina, é preocupante a situação apresentada em veículos de comunicação, com ônibus lotados em vários pontos da Região Metropolitana. Nesta quinta-feira, a ACP recebeu denúncias de empresas associadas de relatos de seus funcionários sobre descontrole e lotações em ônibus e que, em muitas linhas, as empresas não estão conseguindo cumprir as determinações sobre o limite de passageiros.

“Terá que haver mais fiscalização e se buscar uma solução conjunta”, diz Turmina, destacando o exemplo de Florianópolis na tomada de decisões sobre a regulamentação do transporte metropolitano, com maior escalonamento das atividades econômicas e uso de tecnologia para o controle dos limites de usuários no transporte público. “A imprensa mostra que as aglomerações são frequentes nos ônibus que atendem as cidades da região metropolitana de Curitiba. Terminais e ônibus lotados certamente são hoje o grande foco de disseminação da Covid-19. Nosso temor é que, se não houver controle desta situação no transporte coletivo as autoridades acabem decidindo fechar tudo”.

A ACP é contra a paralisação temporária do transporte coletivo, conforme proposta da Abrabar (Associação de Bares e Casas Noturnas), pois a prefeitura e as empresas dispõem de meios para evitar as lotações. A entidade sugere que haja reforço nas linhas de maior demanda, com o uso de ônibus de reserva técnica ou de veículos de linhas onde há maior ociosidade.

“Não se deve permitir em hipótese alguma que ônibus circulem além da capacidade permitida.  Devem rodar só com passageiros sentados. Ninguém de pé. Que se reforce as linhas nos horários de pico. Pode-se evitar desperdícios suprimindo aquelas viagens em horários mais tranquilos, como das 10h às 11h, nos percursos em que os ônibus circulam quase vazios. Enquanto não ocupar todos os assentos, atrasa a linha.  Dá sim para conciliar qualidade e distanciamento no transporte público”, finalizou Turmina.

ABERTURA AOS SÁBADOS

O presidente da ACP informou ainda que solicitará às autoridades que reavaliem a proibição de funcionamento do comércio aos sábados. A autorização para abertura das lojas ajudaria a mitigar, para os comerciantes, os duros efeitos da pandemia em seus negócios e não haveria riscos de aumentar aglomerações, pois se trata de um dia normalmente de baixa movimentação no comércio. “Mesmo com as vendas reduzidas, um dia a mais pode significar a sobrevivência do negócio e a manutenção de mais empregos”, destacou Turmina.

TOQUE DE RECOLHER

Outra sugestão da ACP é a implantação do toque de recolher em Curitiba para restringir a circulação de pessoas em vias entre 23 e 06 horas da manhã, a exemplo do que já foi adotado em inúmeras cidades para diminuir os riscos de proliferação do novo coronavírus. Onde foi implantada, a medida excetua trabalhadores de setores essenciais, profissionais da saúde e segurança, além de pessoas que comprovem situações de urgência e emergência.