ACP se manifesta sobre a prorrogação das medidas restritivas

Nesta semana em que o município estendeu o decreto que define as restrições das atividades comerciais, queríamos uma janela e ficamos com uma fresta – ou melhor – um refresco para voltarmos a trabalhar na atividade comercial. Foram autorizadas vendas por delivery e drive thru, mas havíamos pedido, em carta às autoridades, que fosse autorizado o funcionamento em sistema de rodízio, com estabelecimentos abrindo dia sim dia não.

Conscientes da responsabilidade coletiva para a diminuição da circulação de pessoas, propusemos ao poder público a adoção de um modelo de rodízio de atividades econômicas sem diferenciação de atividades essenciais e não essenciais. Queríamos trabalhar pelo menos dia sim, dia não. O objetivo era o de que todos pudessem trabalhar, mesmo que de forma reduzida, mas lamentavelmente as autoridades não nos ouviram.

Tornou se questionável a divisão mal elaborada das atividades essenciais e não essenciais. Basta circular pelas ruas para se constatar que são estranhos os critérios que permitem a abertura de estabelecimentos nada “essenciais”, como lojas de capinhas de celular, por exemplo, e uma grande circulação de pessoas pelas ruas. A variação do isolamento social foi pouco significativa.

Infelizmente estende-se uma crise que poderá ser fatal a um número grande de negócios.

A prefeitura informa que a taxa de transmissão do novo coronavírus está diminuindo, vislumbrando para breve o anúncio de afrouxamento das medidas restritivas. Neste sentido, o comércio tem sido e continuará sendo rigoroso no cumprimento das normas sanitárias, obedecendo o devido distanciamento e limitação no número de consumidores no interior das lojas. Espera-se que a mesma exigência seja fiscalizada nos grandes estabelecimentos considerados essenciais. Uma medida simples, mas efetiva, seria a colocação de placas informando a capacidade máxima de pessoas que podem permanecer no interior, especialmente dos supermercados.

A taxa de transmissão certamente se reduzirá ainda mais se tivermos menos passageiros nos ônibus, que continuarão sendo um grande foco de infecção sem um controle rígido da lotação nos veículos. A sugestão é que, a exemplo dos estabelecimentos, se informe nos veículos a quantidade de passageiros que poderão viajar em vez do critério de 50% hoje definido como ideal. E cada ônibus deveria transportar determinado número de passageiros de acordo com sua capacidade.

A ACP está ciente de que medidas adicionais devem ser tomadas para enfrentar a pandemia. Neste sentido, a entidade distribuirá 20 mil máscaras N-95/PFF2 às empresas associadas para serem entregues aos funcionários. Por sua capacidade de filtragem do ar, superior às máscaras de pano e cirúrgicas, é considerada um dos principais equipamentos para evitar a disseminação da covid-19. As empresas também poderão adquiri-las pelo preço de custo de R$ 2,40 unidade.

Desde o início da pandemia temos desenvolvido ações de apoio às políticas de combate ao coronavírus e tomamos esta iniciativa agora diante das notícias sobre o maior potencial de transmissão das novas variantes.
Somente com a conscientização e a participação de todos chegaremos vitoriosos ao fim desta jornada tão cheia de desafios.

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANÁ
CAMILO TURMINA – PRESIDENTE