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Analista político discorre sobre manifestações de rua

No livro que escreveu o autor explanou o papel de cada movimento organizado em junho de 2013

A convite do Instituto para o Desenvolvimento do Liberalismo (IDL), presidido pelo empresário Edson José Ramon (ex-presidente da ACP), o analista político, tradutor e conferencista Flávio Morgenstern participou da última reunião do citado instituto, na semana passada, quando fez a apresentação de seu livro Por trás da máscara (572 páginas), lançado esse ano e já em segunda edição pela Editora Record, do Rio de Janeiro. Evento teve lugar nas dependências da Associação Comercial do Paraná.
O analista discorreu, com base no livro, sobre as manifestações de rua em junho de 2013 especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro e, em menor escala em outras capitais, incluindo Curitiba, nas quais se destacaram os movimentos organizados como Black Blocs, Passe Livre e outros.

Com sólida noção do tempo histórico, acompanhamento diário da cobertura jornalística dos meios de comunicação e prosa fluente, Flávio Morgenstern, que é um dos colaboradores do jornal “Gazeta do Povo”, descreveu a onda de manifestações expondo muito mais que os eventos em si, “o espírito da insurreição, o cenário e os interesses que a incubaram”. A conclusão é que “o conjunto de manifestações propiciou a oportunidade de olhar um país em que o debate político-ideológico ganhou as ruas e as redes sociais”.

Influência esquerdista

Desnudando a notória influência do pensamento ideológico “esquerdista”, com destaque para partidos políticos e sindicatos, o analista enumera a multiplicidade de atos agressivos dos participantes das manifestações, especialmente em São Paulo, cuja violência gradativa passou a ser reprimida pela força policial.
Um dos fatos importantes das manifestações de rua foi o aparecimento espontâneo do grupo autodenominado Black Blocs, na verdade, detectado pelo serviço secreto da Polícia Militar paulista.

Segundo o autor, não era necessário que ninguém fosse filiado ao grupo e a explicação é a seguinte: “O que ocorre é apenas que alguns manifestantes creem que, quando cabível, podem destruir coisas aleatoriamente por aí”. Flávio esclareceu que o mesmo indivíduo que participara antes de um protesto “pacífico”, no dia seguinte “veste roupa preta e cobre o rosto, depois de perceber que provocar confronto com a Polícia é a melhor decisão tática naquele momento”.

Mídia Ninja
O autor também se referiu a outro grupo envolvido nas manifestações, o coletivo Fora do Eixo com sua Mídia Ninja, identificado como “um grupo de militantes lutando por dinheiro público com o único fito de formatar opiniões da população”.
O citado coletivo passou a fazer o que rotulava de “jornalismo” das ruas, filmando fatos “que a mídia não mostra, com tecnologia de primeira graças ao capitalismo, enviando por redes de fibra ótica que só existem graças ao capitalismo (e que a esquerda lutou para não existir quando das privatizações) através de sites e redes sociais criados pelo capitalismo, para poder fazer a propaganda anticapitalista”.