Comércio curitibano vendeu bem em dezembro

Presentes natalinos e 13º salário estimularam as vendas no último mês do ano

O volume de vendas do comércio curitibano em dezembro do ano recém-encerrado registrou a elevação de 12% em relação ao mês anterior, subindo também dois pontos percentuais em comparação com período igual em 2012. A taxa média de inadimplência caiu para 5%, a menor dos últimos anos. Os dados constam da pesquisa realizada pelo Instituto Datacenso para a Associação Comercial do Paraná (ACP), com base em entrevistas com 200 comerciantes e 200 consumidores entre os dias 7 e 10 desse mês.

As vendas foram motivadas pelas festividades de final de ano e o recebimento do 13º salário, ficando o valor individual dos gastos em dezembro em R$ 371. A pesquisa apurou também que 61% dos consumidores preferiram pagar à vista com dinheiro, 29% optaram pelo parcelamento no cartão de crédito e 9% no cartão de débito. Os consumidores entrevistados têm entre 18 e 55 anos (85%) e sua renda média mensal situa-se entre R$ 1.245 a R$ 6.220 (82%).

A preferência na hora de comprar os presentes ou outros bens de consumo recaiu sobre artigos esportivos (28%), calçados (24%), roupas (16%), jóias e relógios (15%) e informática (14%), os itens que puxaram as vendas de dezembro.

Vendas em queda

Contudo, para o mês de janeiro 58% dos comerciantes ouvidos pelo Datacenso opinaram que as vendas serão inferiores, em função das férias, pagamento de tributos e outras despesas obrigatórias do período, além das compras efetuadas no Natal. A expectativa predominante é que haja uma queda de até 11% no volume de vendas de janeiro em relação ao período anterior.

O Datacenso mediu também o índice da situação presente do comerciante curitibano, utilizando a escala de zero a 200, chegando ao indicativo de 134 pontos que revela a diminuição do grau de otimismo. O índice despencou 24 pontos no comparativo com o mês de novembro. A expectativa para os próximos doze meses em termos do desempenho da economia, entretanto, teve um acréscimo de 13 pontos sobre o índice de novembro avançando de 145 para 158 pontos.

Para o diretor técnico do Instituto Datacenso e responsável pela pesquisa, economista Cláudio Shimoyama, “isso mostra que o comerciante está um pouco mais otimista no longo prazo, embora com alguma cautela em planejar suas atividades”.

Por sua vez os consumidores também estão reticentes quanto aos gastos futuros, além de demonstrarem insatisfação (77%) com o atendimento prestado pelos estabelecimentos comerciais e a qualidade das mercadorias adquiridas.