Crise econômica cortou 8% nas vendas para o Dia das Crianças

A crise econômica vivida pelo país confirmou as perspectivas de alcance e duração, fazendo com que as vendas motivadas pelo Dia das Crianças em Curitiba, tradicionalmente uma data importante para o movimento do comércio, sofresse a queda nominal de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. A queda real, corrigida pela inflação acumulada de 9,52%, chegou a 17%.

Em 2014 a queda nominal em relação ao ano anterior havia sido de 4%, já denotando os efeitos da crise que acabou se agravando ao longo desse ano.

A apuração foi feita entre os dias 13 e 15 desse mês pela pesquisa ACP/Datacenso, que ouviu 200 comerciantes, sendo que 86% ocupam cargos de supervisores ou gerentes e 14% são sócios ou proprietários. Os tipos de estabelecimentos pesquisados foram distribuídos nas seguintes proporções: micro (60%), pequeno (37%), médio (1%) e grande (3%).

Os consumidores entrevistados pelo Datacenso (56% mulheres e 44% homens) têm idade variável entre 18 anos e mais de 65 anos (a proporção mais expressiva está na faixa dos 26 anos a 45 anos), com renda média mensal entre R$ 1.245,00 a R$ 6.220,00.   

No geral a pesquisa detectou que quase 100% dos que deram presentes optaram pelos brinquedos tradicionais, bonecas e carrinhos, incluindo roupas, presenteando duas crianças com o valor médio de R$ 56,50 por presente. O gasto médio por pessoa foi de R$ 103,00, ou seja, 40% inferior ao do mesmo período de 2014 quando chegou a R$ 172,00.

Na amostragem de comerciantes ouvidos, 89% apontaram a crise econômica e a preocupação dos consumidores com o excesso de gastos como principais causas da retração das vendas de presentes para o Dia das Crianças.

Na comparação com o ano passado apenas 13% dos entrevistados conseguiram vender mais que em 2014, ao passo que 57% obtiveram resultado inferior e 30% tiveram movimento igual.