Entidades alertam para perdas econômicas com venda do HSBC

Um grupo de entidades representativas de classe se reuniu nesta terça (16), na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), com o objetivo de debater a questão da venda do HSBC, conforme o noticiário dos últimos dias. O tema será levado também à discussão por parte do G7, organização que reúne as principais entidades do setor produtivo paranaense.

Segundo o presidente da ACP, Antonio Miguel Espolador Neto, caso a venda se confirme, “a alternativa de preferência seria a transferência para um banco internacional, com o que se poderia manter a sede nacional em Curitiba, evitando a demissão em massa de funcionários. A transação também seria prejudicial à arrecadação de tributos pela prefeitura municipal, bem como à rede de comércio estabelecida no entorno das agências”. Espolador destacou inclusive o risco inevitável do fechamento de agências localizadas em cidades do interior e mesmo em outros Estados onde o HSBC está presente.

A disposição do grupo é continuar articulando apoios em outros setores da sociedade organizada com as autoridades federais, estaduais e municipais, e se preciso “com o deslocamento de uma comitiva a Londres para levar esta preocupação aos dirigentes mundiais da instituição”, disse Espolador.

Um dos aspectos discutidos no encontro a ser levado ao Banco Central e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é a concentração de serviços bancários que chegaria a 80%, caso o HSBC seja vendido para uma das três maiores instituições nacionais.

Além disso, de acordo com o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Guido Bresolin Júnior, sete mil famílias seriam diretamente afetadas pelo desemprego de servidores do referido banco.

Participaram da discussão o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), João Luiz Biscaia (Federação da Agricultura do Paraná), Elias Jordão (Sindicato dos Bancários de Curitiba), Odone Fortes Martins (ACP), Deborah Dzierwa (Faciap), José Adilson Stuzata e Deonísio Schmidt (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná), Gina Paladino (Agência Curitiba de Desenvolvimento) e Regina de Freitas (Sindicato dos Securitários do Paraná).