Evento discute inovação e marketing de varejo

O presidente Antonio Miguel Espolador Neto, da Associação Comercial do Paraná, abriu nessa terça-feira (3) o Meeting de Varejo 2016, que a entidade realizou em parceria com a POPAI Brasil (representação nacional da The Global Association for Marketing at Retail), sediada em Curitiba e presidida por Zeh Henrique Rodrigues, um dos conferencistas da noite.

O evento contou com a participação de cerca de 250 inscritos interessados em técnicas e conceitos de inovação do varejo, tendências que há muito tempo prevalecem em países europeus e Estados Unidos.

Responsável pela conferência de abertura do evento, Zeh Henrique Rodrigues, que tem MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mais de 20 anos de experiência em comunicação corporativa e varejo, citou de início as dificuldades vividas pelo setor “com o fechamento de mais de 100 mil estabelecimentos em todo o país”.

Lembrou que o primeiro trimestre desse ano “foi muito fraco para o comércio”, enfatizando que os desafios devem ser enfrentados de forma adequada mesmo com  indicativos de que as dificuldades no campo econômico vão prosseguir.

Rodrigues ressaltou que o varejo precisa estar preparado para atrair o consumidor, que “sai de casa com grande parte da compra decidida”, destacando a importância da marca dos produtos que “é uma das principais motivações do consumidor”.

O especialista em marketing de varejo disse ainda que as mudanças são muito rápidas e tudo acontece em tempo real no interior das lojas e diante dessa realidade, “procurando entender o que se passa na cabeça do consumidor, o lojista deve fazer o possível para não perder a oportunidade da venda”.

O presidente da POPAI Brasil colocou à disposição dos presentes as múltiplas opções oferecidas pela instituição, revelando que as inscrições do Prêmio POPAI 2016 ainda estão abertas.

Vender – muito além de passar no caixa

O presidente da POPAI Itália, Massimo Volpe, destacou na sua apresentação a urgente necessidade de empresários varejistas repensarem seus negócios de forma global – espaço físico disponível, abordagem dos clientes, relacionamento pré e pós venda, experiências de consumo e estratégias de engajamento. Para Massimo, o desafio não se resume a apenas  comercializar produtos, mas “criar valores de diferentes formas para não acabar perdendo para a concorrência”. Isso significa cativar os clientes pelos valores que envolvem a marca e a pelas sensações que o consumidor sente ao desejar consumir o produto.

Com cada vez menos tempo e disposição para sair de casa e frequentar grandes magazines, o comércio físico tem perdido espaço para lojas online, que além de oferecer uma experiência de compra rápida e segura, ainda permite que clientes façam intensa pesquisa de preços em pouco tempo. Diante desta concorrência proporcionada pela tecnologia e internet, os desafios que varejistas enfrentam para atrair seus clientes é ainda maior, segundo Massimo.

“Hoje é preciso repensar o papel do capital, viver com menos, medir desempenhos de vendas a partir de novas métricas e, principalmente, criar boas experiências de vendas nas lojas físicas para que clientes não apenas comprem, mas vivenciem algo dentro do seu espaço físico”. Diante disso, Massimo destacou a importância do poder de adaptação, pois “hoje as pessoas e empresas mudam de forma rápida e irreversível. E é neste cenário que surgem as oportunidades”.

Trilhando um caminho cada vez mais personalizado, o varejo também precisa encurtar os caminhos do relacionamento e derrubar barreiras, disse o italiano. “Esta forma de conexão tem o poder de aproximar os dois públicos interessados – é o que chamamos de relacionamento sem bordas”. Volpe é também presidente de divisão do Fórum de Associados Internacionais.