Nova reunião entre Associação Comercial, Comec e Urbs definirá escalas de horários de ônibus

A reunião entre a Associação Comercial do Paraná, Comec e Urbs para tentar reduzir o acúmulo de passageiros nos horários de pico, realizada nesta sexta-feira, em conferência on-line, definiu que todas as partes envolvidas irão estabelecer uma escala diferenciada em vários horários para funcionamento do comércio, indústria e serviços para que os ônibus não circulem lotados durante o período da pandemia do coronavírus (Covid-19). Serão convidadas para a próxima reunião representantes da Fecomércio e Fiep para também participarem da elaboração das escalas de horários. “Pretendemos que não aconteçam mais veículos lotados com a distribuição dos passageiros nas escalas que proporemos”, comentou o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia.  Uma nova reunião será marcada na próxima semana.

O presidente da ACP, Camilo Turmina, disse que a ACP colabora com qualquer proposta, mas não aceita receber a culpa pela lotação dos ônibus por falta de cumprimento do horário proposto para o comércio. “A ACP já fez a sua parte. Propusemos o horário alternativo para o comércio e os shopping centers. Mas nossa orientação não tem força de lei. Precisamos de ajuda do poder público para regulamentar o horário diferenciado e que ele seja respeitado por todos”, disse Turmina.

Os representantes das empresas do transporte coletivo também participaram da reunião.

A Urbs informou que atualmente estão sendo transportados 270 mil passageiros por dia, enquanto o número normal chega a 756 mil passageiros por dia e que 85% da frota já está em circulação. Como comparação, Florianópolis, capital de Santa Catarina, está sem a circulação do transporte coletivo, que só voltará a operar no dia 17 de junho. Lá os ônibus circularão com 40% de ocupação, não serão aceitos pagamentos com dinheiro e será obrigatório o uso de máscaras, entre outras medidas. Quanto ao escalonamento de horários, haverá a divisão por setor e sete escalas diferentes de entrada e saída para não haver excessiva ocupação dos ônibus em horários de pico. É algo que a ACP espera que seja feito também aqui em Curitiba.

Como ainda não há uma previsão para o fim da pandemia, o horário alternativo a ser definido perdurará por tempo indeterminado. O presidente da ACP, Camilo Turmina, disse que a entidade não pode receber a culpa da lotação dos ônibus. “O comércio e os serviços respondem por 270 mil negócios. Não podemos levar a culpa da lotação do transporte coletivo. Todos devem colaborar no sentido de desafogar o sistema”, disse ele.